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Jó 32-33: Ele é o Meu Deus!

  • Foto do escritor: Pastor Alex Daher
    Pastor Alex Daher
  • 15 de jun.
  • 23 min de leitura

Série em Jó: Sofrimento Soberano 14 de Junho de 2026 – IBJM


Ninguém esperava por isso. Só Deus para fazer uma coisa dessas.

 

Jó e seus 3 amigos—Elifaz, Bildade e Zofar—ficaram discutindo por 29 capítulos:

 

• Os amigos de Jó bateram nele sem parar com palavras: “Jó, Deus é justo. Você está sofrendo desse jeito porque você pecou contra o Senhor. Abandone seu pecado e seja abençoado!”.

• E Jó insistindo: “Não, não e não. Eu não pequei contra o Senhor para sofrer desse jeito. Deus não está sendo justo em me tratar assim!”.

 

A discussão foi esquentando, esquentando, até que ela chegou a uma temperatura insuportável de se tolerar. Volte para o final do capítulo anterior.

 

Esse foi o ápice da revolta de Jó com Deus:

 

Jó 31:35—Quem dera que eu tivesse quem me ouvisse!

Eis aqui a minha defesa assinada!

Que o Todo-Poderoso me responda!

Que o meu adversário escreva a sua acusação!

 

E o capítulo 31 termina com as sóbrias palavras (final do versículo 40):

 

Jó 31:40—(...) Fim das palavras de Jó.

 

Mas em vez de Deus se levantar e repreender Jó por ter dito coisas absurdas contra ele. Em vez de ter um versículo 41 dizendo: “E por Jó ter acusado Deus dessa maneira, Deus matou Jó”.

 

Deus nos surpreende.

 

Jó 32:[1] Aqueles três homens pararam de responder a Jó, porque ele se considerava justo. [2] Então se acendeu a ira de Eliú...

 

Ah!? “Eliú” quem? Eliú? Quem é esse homem? De onde ele surgiu?

 

Em vez de Deus falar ou julgar, Deus envia um homem para preparar Jó para se encontrar com Deus. Deus é quem dita os termos. Nós vimos isso no início do livro. Foi Deus quem trouxe o nome de Jó para a conversa celestial com Satanás e os anjos. Foi Deus quem terminou o que Satanás podia e não podia fazer.

 

Ele é soberano. Deus é incontrolável no sentido mais divino da palavra. Ninguém pode forçar Deus a fazer o que ele não quer fazer. E ninguém pode impedir Deus de fazer o que ele quer. Deus é Deus.

 

E esse Deus Soberano e Todo-Poderoso é também um Deus de graça e amor. Ele é o Deus que perdoa você. Ele é o Deus que salva você.

 

É esse Deus que Eliú irá mostrar para Jó e para nós hoje. Um Deus que nos surpreende. Um Deus cheio de mistério e misericórdia. Um Deus implacavelmente justo e imensamente gracioso.

 

Eliú, esse quarto amigo de Jó, tem 4 discursos. Veja comigo:

 

O primeiro discurso está nos capítulos 32 e 33.

 

Jó 34:1—Eliú disse mais:

Jó 35:1—Eliú disse ainda:

Jó 36:1—Eliú seguiu falando e disse:

 

Eliú emenda 4 discursos sem ninguém interromper—nem Jó, nem os amigos de Jó. Pelo jeito, Eliú tem bastante coisa a dizer. E ele quer porque quer ser ouvido.

 

Mas antes de Eliú abrir a boca, o autor do livro de Jó abre o capítulo nos apresentando quem é esse homem chamado Eliú.

 

APRESENTAÇÃO DE ELIÚ (32:1-5)

 

[1] Aqueles três homens pararam de responder a Jó, porque ele se considerava justo. [2] Então se acendeu a ira de Eliú, filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão. Ele ficou indignado [irado] contra Jó, porque este pretendia ser mais justo do que Deus. [3] Eliú também ficou irado com os três amigos de Jó, porque, mesmo não tendo o que responder, eles o condenavam. [4] Eliú, porém, havia esperado para falar a Jó, pois os outros eram mais velhos do que ele. [5] Quando Eliú viu que aqueles três homens já não tinham o que responder, ficou irado.

 

Existem 3 palavras chaves nessa apresentação de Eliú que funcionam como sinais (como placas de trânsito) que o autor está nos dando para guiar (dirigir) em nossa interpretação do livro de Jó.

 

3 palavras-chaves:

 

A PRIMEIRA É RESPONDER.

• No versículo 1, ele diz que os 3 homens pararam de responder.

• No versículo 3, ele diz que os 3 amigos de Jó não tinham o que responder.

• No versículo 5, ele diz que os 3 homens não tinham o que responder.

 

A mensagem é: alguém precisa responder a Jó. Jó disse coisas sérias e graves contra Deus. Vocês, amigos de Jó, não conseguiram respondê-lo.

 

[11] “Eis que esperei que vocês falassem

e dei ouvidos às suas considerações,

enquanto, quem sabe, buscavam o que dizer.

[12] Dei atenção ao que diziam,

mas nenhum de vocês conseguiu refutar Jó,

nem responder aos seus argumentos. (...)

 

[15] “Jó, os três estão pasmados,

já não respondem,

faltam-lhes as palavras.

[16] Será que devo esperar, pois não falam,

estão parados e nada mais respondem?

[17] Também eu de minha parte vou responder

e darei a minha opinião.

 

Elifaz, Bildade e Zofar não conseguiram responder a Jó. Eliú está dizendo: agora é a minha vez. “Darei a minha opinião”.

 

A SEGUNDA PALAVRA-CHAVE É IRA.

Ela aparece 4 vezes nesses 5 versículos. O autor quer fixar isso em nossa mente. Eliú está irado.

 

• Eliú está irado com Jó porque Jó pretende ser mais justo que Deus (versículo 2).

• E (versículo 3) Eliú está irado com os amigos de Jó, porque eles condenam a Jó sem ter o que responder e (versículo 5) porque eles não só condenavam, mas ficaram sem saber como responder a Jó.

 

Eliú está irado. Eu vou comentar mais sobre a ira de Eliú daqui a pouco.

 

A TERCEIRA PALAVRA-CHAVE É JUSTO.

• No versículo 1, ele fala que Jó se considerava justo.

• E no final do versículo 2, ele fala que Jó se considerava mais justo do que Deus.

 

A justiça de Deus é um dos temas centrais do livro de Jó—e da nossa vida. Uma das nossas reações mais comuns no sofrimento é questionar a justiça de Deus.

 

• Você pode confiar em Deus mesmo quando seus planos são destruídos, seus sonhos evaporam, sua vida vira de cabeça para baixo e o mundo parece mergulhar na maldade e Deus aparentemente não faz nada?

• Deus é ou não é justo?

 

Essa é uma das lições que Deus quer nos ensinar com o livro de Jó. Como ver quem Deus é quando ele torna nossa vida difícil—às vezes, muito difícil. E Eliú é um instrumento nas mãos de Deus para nos mostrar quem é o nosso Deus.

 

ELIÚ: BOM OU MAU?

Quem é esse Eliú? Ele é do bem ou ele é do mal?

 

Parecem existir mais opiniões sobre Eliú do que areia da praia do mar:

 

• Alguns entendem que ele é um jovem nervosinho e arrogante que sabe menos do que ele pensa. Um tagarela que basicamente repete os mesmos argumentos de Elifaz, Bildade e Zofar, e até pior.

• Outro veem Eliú como alguém que está no meio do caminho—às vezes ele está certo, às vezes errado.

• E no outro espectro, alguns veem Eliú de forma positiva—alguém que tem razão no que está falando e deve ser ouvido por Jó e por nós.

 

Como entender Eliú?

 

Essa não é a decisão mais fácil do mundo, mas eu estou convencido de que a resposta certa é a última alternativa: Eliú é do bem.

 

Nós devemos ver Eliú como um mensageiro enviado por Deus. Eliú fala como um profeta—um verdadeiro profeta. Eliú é como um João Batista preparando o caminho para a chegada do Rei—a entrada de Deus no capítulo 38. Eliú estende o tapete vermelho e prepara o coração de Jó e o nosso para Deus entrar na história e falar.

 

Vou listar rapidamente algumas razões para ouvirmos Eliú de forma positiva:

 

Primeiro, Deus não corrige Eliú no final do livro.

Deus diz no final do livro que está irado com Elifaz, Bildade e Zofar, mas ele não inclui Eliú (Jó 42:7). Seria muito estranho Eliú ter falado um monte de besteira como os amigos de Jó e Deus não falar nada.

 

Segundo, Eliú fala mais vezes que os amigos de Jó.

Eliú fala 4 vezes. Os amigos de Jó falam 3. Seria estranho o autor do livro de Jó, chegando perto do fim, dar mais espaço para Eliú do que para os outros amigos só para Eliú repetir os argumentos ruins dos amigos.

 

Terceiro, Eliú é o único que tem um nome hebraico e uma genealogia.

Essa é uma maneira do autor nos mostrar a importância desse homem chamado Eliú.

 

[2] Então se acendeu a ira de Eliú, filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão.

 

Existe um Rão na Bíblia. Ele parece no livro de Rute. Ele foi tataravô de Boaz, que por sua vez foi Bisavô do Rei Davi. Uma genealogia de peso.

 

Até o nome de Eliú tem peso de glória. Eliú significa: “Ele é o meu Deus!”. Que é o título desse sermão e, eu diria, é um resumo de todo argumento de Eliú nesses 6 capítulos—do 32 ao 37. Eliú está defendendo o Deus dele e o seu Deus!

 

Quarto, os argumentos de Eliú são diferentes dos argumentos do amigos.

Eliú não é um papagaio, copiando o que Elifaz, Bildade e Zofar falaram. Na verdade, Eliú muda radicalmente a direção da discussão.

 

Ouçam o que Eliú fala com os amigos de Jó:

 

[14] Ora, ele [Jó] não me dirigiu palavra alguma, e eu não lhe responderei com as palavras que vocês [Elifaz, Bildade e Zofar] usaram.

 

Eliú está falando a verdade. Ele não vai repetir os mesmos argumentos furados.

 

Eliú está absolutamente convencido de que (1) os amigos de Jó estão errados em acusar Jó e (2) Jó está errado em acusar Deus.

 

Eliú apresentar, com um autor cristão disse, “uma terceira perspectiva revolucionária: o sofrimento não está necessariamente ligado à justiça de Deus” (Talbert, Beyond Suffering, 170).

 

Não existe essa ligação sempre entre seu sofrimento e seu pecado. A questão é como nós respondemos ao sofrimento que um Deus justo envia ou permite em nossa vida.

 

Eliú é o primeiro a perceber o real problema na vida de Jó: não os supostos pecados que Jó cometeu antes das calamidades, mas as palavras pecaminosas de Jó depois das calamidades.

 

Pronto! Finalmente as perguntas de Jó serão respondidas. Ou pelo menos algumas delas. “Eliú começa a responder. E Deus vai completar” (Ash, Job, 326). Mas Deus costuma nos surpreender. Nem sempre ele responde como esperamos.

 

Um último comentário, sobre a ira de Eliú, antes de ouvir as palavras dele.

 

SOBRE A IRA DE ELIÚ

Se tem uma coisa que o autor de Jó quer que saibamos é que Eliú está muito irado: 4 vezes em 5 versículos—irado, irado, irado, irado. Como entender essa ira de Eliú?

 

É difícil lidar com esse assunto porque a ira humana é sempre perigosa e, geralmente, pecaminosa. Tiago nos alerta dizendo que “a ira do homem não produz a justiça de Deus” (Tiago 1:20).

 

Quase sempre, quando ficamos irados, é porque a nossa vontade não é feita. Nós ficamos nervosos porque as pessoas não fazem o que nós queremos ou porque elas não concordam com o nosso ponto de vista “brilhante” ou simplesmente porque a vida não é do jeito que nós gostaríamos.

 

Ira é uma obra da carne em Gálatas 5. No coração humano, a ira é quase sempre pecaminosa.

 

Mas nem sempre. Paulo fala, em Efésios 4, fiquem irados e não pequem (Efésios 4:26). E nós vemos essa ira boa se manifestando nos profetas, nos apóstolos e especialmente e perfeitamente em Jesus.

 

• Em Mateus 23, Jesus chama os fariseus várias vezes de hipócritas e em João 8 de “filhos do diabo”.

• Em Marcos 3, Jesus fica indignado com a dureza de coração dos judeus em não querer que um homem com a mão ressequida fosse curado porque era sábado.

• E quando Jesus entra no templo e vê aquela feira, aquela baderna na Casa de Oração, Jesus fica irado. Ele faz um chicote, espalha das moedas, vira as mesas e expulsa todo mundo.

 

Assim como existe um temor bom (o temor do Senhor) e um temor ruim (medo e falta de confiança no Senhor), existe a ira santa e a ira pecaminosa.

 

Que tipo de ira Eliú está experimentando?

 

Pelo texto, pelo que o autor de Jó nos conta no início desse capítulo e no final do livro, Eliú está experimentando a ira certa—essa indignação santa de ver o nome de Deus sendo desonrado.

 

Eliú não está tendo um ataque de fúria porque a vontade dele não é feita. Ele está piedosamente revoltado porque Deus não está sendo glorificado.

 

As razões que o autor dá para Eliú estar irado são boas:

• Jó está acusando Deus de ser injusto. Jó está dizendo que o Rei do Universo não está governando direito. Isso é grave, bem grave.

• E os amigos de Jó estão falando coisas absurdas em nome de Deus—agindo como falsos mestres.

 

A GLÓRIA DA IRA 

Aqui, me parece, está a chave para entender quando a nossa ira é justificada e quando não é: a ira correta (santa) é a ira centrada na glória de Deus. É uma indignação porque o nome santo de Deus está sendo blasfemado e a vontade de Deus (revelada na Palavra) está sendo atacada.

 

• Quando nós ouvimos sobre a prática do aborto—o assassinato de crianças no ventre das mães, nós devemos ficar irados.

• Quando nós ouvimos sobre pessoas sendo abusadas e maltratadas e traficadas, nós não devemos ficar indiferentes. Nós devemos ficar irados.

• Quando nós ouvimos pessoas debochando da Palavra de Deus e do nome de Jesus, nosso coração não deve ficar parado. Nós devemos ficar irados.

 

A chave para experimentarmos a ira santa é ter o nosso foco, não em nós mesmos, mas em Deus e temperar nossa indignação com compaixão.

 

O que deixou Eliú desse jeito—irado—foi ouvir a honra de Deus ser atacada por muito tempo. Eliú é um defensor da glória de Deus. Nisso, ele é um exemplo para nós.

 

Povo de Deus, tem tanta coisa que sacode o nosso coração. Tem tantas coisas que nos deixam agitados: política, economia, tecnologia... Copa do Mundo!

 

Que nossa maior paixão seja ver o nome do nosso Deus sendo exaltado e o conhecimento da glória dele enchendo a terra como as águas enchem o mar.

 

Esses 5 primeiros versículos são fundamentais para interpretarmos os discursos de Eliú. Chegou a hora de ouvirmos esse jovem cheio de fervor e amor por Deus.

 

Depois da apresentação de Eliú, vem o apelo de Eliú.

 

1.     APELO: ESCUTEM! (32:6-33:7)

Ele começa com a razão de ele ter ficado quieto até agora:

 

RAZÃO PARA O SILÊNCIO: EU SOU MAIS NOVO

 

[6] Então Eliú, filho de Baraquel, o buzita, tomou a palavra e disse:

“Eu sou de menos idade, e vocês são idosos.

Por isso, tive receio e fiquei com medo de dar a minha opinião.

[7] Pensei assim: ‘Que falem os que têm mais idade,

e que a multidão dos anos ensine a sabedoria.’

 

Eliú foi humilde. Ele agiu corretamente. Ele não interrompeu. Ele esperou e ouviu os mais velhos (cf. v.4).

 

Crianças e jovens da IBJM, ouçam os mais velhos. Peçam a opinião deles. Antes de tomar decisões importantes, perguntem o que seus pais pensam, especialmente se eles são cristãos. É bem provável que eles tenham razão. Perguntem o que homens e mulheres sábios pensam. Peça a opinião de pessoas mais velhas na igreja.

 

Geralmente, com as rugas e os pés de galinha e o bigode chinês e os cabelos brancos (ou a falta de cabelo), vem a sabedoria.

 

Geralmente. Mas nem sempre. Eliú faz um comentário sábio sobre a sabedoria:

 

RAZÃO #1: A SABEDORIA VEM DE DEUS, NÃO DO TEMPO

 

[8] Na verdade, há um espírito no homem,

e o sopro do Todo-Poderoso lhe dá entendimento.

 

Deus é quem dá entendimento e sabedoria!

 

[9] Os de mais idade não são os sábios,

nem são os velhos os que entendem o que é reto.

[10] Por isso digo: Escutem o que vou dizer,

e também eu darei a minha opinião.”

 

Esse é o apelo de Eliú: “Escutem o que vou dizer!”

 

Por que nós devemos escutar você, Eliú? Você é mais novo, o que você tem a oferecer que Elifaz, Bildade e Zofar não tem?

 

Resposta: a sabedoria que vem de Deus.

 

Eu falei antes com as crianças e jovens da IBJM. Agora eu quero falar com você, homens e mulheres mais velhos. Nós que fazemos parte do grupo dos de mais idade—mais experiência.

 

DEUS, NÃO O TEMPO

Idade não é fonte de sabedoria. Deus é a fonte de sabedoria. Eliú está certo. Foi exatamente isso que nós vimos naquela poesia de amor à sabedoria no capítulo 28.

 

É o sopro do Todo-Poderoso—a Palavra de Deus—que dá sabedoria. Isso significa que o tempo por si só não me deixa mais sábio. O tempo com Deus, na Palavra, em oração, com o povo de Deus, sim, isso me deixa mais sábio. Mas o tempo sozinho, não.

 

Por isso, nós mais velhos, sejamos humildes e aprendamos com os mais jovens também. Ter menos idade não é necessariamente sinal de menos sabedoria, como fica claro no caso de Eliú, que é mais sábio que os 3 amigos de Jó.

 

Crianças e jovens, aqui vai um encorajamento para vocês:

• Vocês não precisam esperar sua pele enrugar para ter sabedoria.

• Vocês não precisam esperar ficar velho para ser sábio.

 

Coma as palavras desse livro todos os dias da sua vida. Beba os provérbios. Ore os salmos. Estude as cartas. Medite nas narrativas. Memorize versículos. E vocês serão jovens e sábios, como Eliú.

 

Daniel e seus 3 amigos tinham por volta de 14 anos quando foram exilados na Babilônia. E que jovens cheios de sabedoria! A igreja e esse mundo precisam desesperadamente de jovens que não ficam desperdiçando sua vida com coisa inúteis, mas que se dediquem a viver para Cristo.

 

A SABEDORIA DA CRUZ

Essa vida de sabedoria começa na mensagem da cruz dele:

 

1Coríntios 1:21—Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, Deus achou por bem salvar os que creem por meio da loucura da pregação.

 

Essa vida de sabedoria começa quando você crê na loucura da pregação. Loucura para o mundo. Para nós, Cristo crucificado é o poder de Deus e a sabedoria de Deus.

 

Você confessa sua tolice a Deus. Confia que o Senhor Jesus foi morto pelas nossas tolices. E se revista da sabedoria que ele oferece na Palavra.

 

Eliú vai mudar a direção da discussão. E a direção será bem mais centrada em Deus porque a fonte da sabedoria de Eliú não é a cultura desse mundo ou que as pessoas pensam, mas o que Deus pensa sobre a cultura e as pessoas e o sofrimento e a justiça e o pecado e a fé e o amor.

 

RAZÃO #1PARA OUVIRMOS O JOVEM ELIÚ:

A SABEDORIA VEM DE DEUS, NÃO DO TEMPO.

 

RAZÃO #2: ELIÚ VAI EXPLODIR

Parece que Eliú vai morrer se ele não falar. Sabe quando você quer muito contar alguma coisa para alguém? Você esperou, esperou, esperou e agora você não aguenta mais esperar—você sente que vai explodir se não falar. Esse é Eliú:

 

[18] Porque tenho muito que falar, e o meu espírito me constrange.

[19] Eis que dentro de mim sou como o vinho, sem respiradouro,

como odres novos, prestes a arrebentar.

[20] Permitam, pois, que eu fale para poder desabafar;

abrirei os lábios e responderei.

 

Povo de Deus, que nós sejamos como o vinho em odres novos, sem respiradouro, com o evangelho da graça fermentando, borbulhando, dentro de nós, prestes a nos arrebentar, se nós não falarmos de Jesus para as pessoas.

 

Mas nem sempre parece que é o que queremos fazer. O profeta Jeremias passou por uma crise. Ele pregava só para ser ignorado. Sendo zombado o tempo todo. Até que ele cansou e disse: “Não me lembrarei mais de [Deus] e não falarei mais em seu nome” (Jeremias 20:8).

 

Ele pensou:

 

“Chega! Eu estou cansado de pregar e ninguém ouvir. A partir de agora eu vou ficar quieto. Acabou”.

 

Nós entendemos essa tentação. Talvez você esteja ouvindo isso e se identificando:

 

“Antigamente eu falava mais do Senhor. Antigamente eu evangeliza mais. Parece que aquele primeiro amor esfriou”.

 

Que aconteça conosco hoje o que aconteceu com Jeremias logo depois que ele disse que não ia mais falar de Deus. Ele disse: “Eu não vou mais falar de Deus. Chega!”.

 

Não deu certo! O Espírito Santo acabou com os planos de silêncio dele:

 

Jeremias 20:9—Quando pensei: “Não me lembrarei dele e não falarei mais em seu nome”, então isso se tornou em meu coração como um fogo, encerrado nos meus ossos.

 

Como Jeremias e como Eliú, que o Senhor nos incomode até o ponto que seja impossível ficarmos com a boca fechada. Que a mensagem maravilhosa de um Salvador maravilhoso borbulhe dentro de nós até arrebentar e sair pela nossa boca.

Cristo crucificado é a sabedoria de Deus e o poder de Deus para salvar um mundo morto em seus pecados. E Deus salva. Com poder. De graça. Pela fé. Para a glória dele.

 

Meu irmão, minha irmã, vamos abrir a nossa boca—para orar e proclamar.

 

Que o Senhor perdoe nossa apatia. E que Senhor faça nosso coração fervilhar de amor pelo Senhor e pelas pessoas.

 

Eliú tem mais 3 razões para ser ouvido:

 

No versículo 21, ele promete ser imparcial:

 

RAZÃO #3: EU SEREI IMPARCIAL

 

[21] Não tratarei nenhum de vocês com parcialidade

e não vou lisonjear ninguém.

[22] Porque não sei lisonjear;

se assim fizesse, em breve me levaria o meu Criador.

 

No versículo 3 (entrando no capítulo 33), ele promete ser verdadeiro:

 

RAZÃO #4: EU SERERAZÃO #4: EU SEREI VERDADEIROI VERDADEIRO

 

[3] Os meus argumentos provam a sinceridade do meu coração,

e os meus lábios proferem o puro saber.

[4] O Espírito de Deus me fez,

e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida.

 

E no versículo 6 e 7, ele promete não ser pesado (como os amigos de Jó foram):

 

RAZÃO #5: EU NÃO SEREI PESADO

 

[6] Eis que diante de Deus sou igual a você;

também eu fui formado do barro.

[7] Por isso, não tenha medo de mim;

a minha mão não será pesada sobre você.

 

Você pega uma seringa, coleta o sangue de Eliú em um frasco e mede a temperatura, o sangue de Eliú está fervendo (borbulhando) pela glória de Deus.

 

• Ele fala que será imparcial por causa do Criador dele (último versículo do capítulo 32).

• Ele fala que será verdadeiro porque o Espírito de Deus que dá vida a ele (33:4).

• E ele fala que não será pesado porque ele é igual a qualquer pessoa diante de Deus, ele é formado do barro como nós (33:6).

 

Eliú quer ajudar Jó a entender que Deus é maior e melhor do que ele imagina.

 

Não é isso o que nós mais precisamos nessa vida? Entender que Deus é maior e eu posso confiar nele, mesmo quando eu não entendo tudo. Que Deus é melhor do que o pecado, sempre, e que eu devo fazer a vontade do Espírito e não a da carne.

 

• Você que tem lutado para lidar com frustrações na sua vida, como Jó.

• Você que tem sido acusado injustamente e está cansado, como Jó.

• Se as coisas não estão saindo do jeito que você esperava, como Jó.

• Se sua provação está levando mais tempo do que você acha razoável, como Jó.

 

Então você precisa ouvir esse profeta de Deus chamado Eliú.

 

Deus ama Jó. E Deus ama você, crente. E por isso ele envia Eliús em nossa vida para nos lembrar que ele é bom.

 

Eliú irá começar a responder as perguntas que fazemos quando sofremos.

 

A estrutura que Eliú segue para lidar com Jó é a seguinte:

 

1.     Apelo (que nós vimos até aqui).

2.     Ele cita a alegação de Jó—que tipo de acusação Jó está fazendo contra Deus.

3.     Eliú refuta (corrige) o pensamento de Jó.

4.     E por último, outro apelo: Eliú chama Jó (e nós) a respondermos com fé.

 

Apelo. Alegação. Refutação. Apelo, de novo.

 

2.     ALEGAÇÃO DE JÓ (33:8-11)

 

[8] Na verdade, você [Jó] falou diante de mim;

eu ouvi o som das suas palavras, dizendo: [o que Jó disse?]

[9] ‘Estou limpo, sem transgressão;

sou puro e não tenho iniquidade.

[10] Eis que Deus procura [ou inventa] pretextos contra mim

e me considera seu inimigo.

[11] Prendeu os meus pés com correntes

e observa todas as minhas veredas.’

 

É verdade. Foi o que Jó disse. Várias vezes. Jó insiste que ele é inocente e que Deus está tratando-o como um inimigo. Vou dar um exemplo. Jó falando com Deus:

 

Jó, capítulo 13—Quantas culpas e pecados tenho eu?

Mostra-me a minha transgressão e o meu pecado.

Por que escondes o teu rosto e me consideras teu inimigo?

Também prendes os meus pés com correntes,

observas todos os meus caminhos

e traças limites à planta dos meus pés (vv. 23-24,27).

 

A implicação das palavras de Jó é que Deus está sendo injusto em tratar Jó desse jeito.

 

Agora vem a:

 

3.     REFUTAÇÃO DE ELIÚ (33:12-30)

 

[12] “Devo lhe dizer que nisto você [Jó] não tem razão;

porque Deus é maior do que o homem.

 

Eliú está dizendo: “Jó, você está errado”. Os amigos de Jó também acham que Jó está errado. Mas aqui está a diferença—a grande diferença! Eliú não vai dizer que Jó tem pecados escondidos e por isso está sofrendo.

 

Eliú vai dizer que Jó está pecando com as palavras na maneira como ele está lidando com Deus durante o sofrimento. Eliú irá mostrar para Jó que Deus é maior.

 

Para nós entendermos melhor o argumento de Eliú a partir de agora, nós precisamos lidar com a última frase do versículo 13.

 

[13] Por que você [Jó] discute com ele [Deus],

afirmando que ele não presta contas de nenhum dos seus atos?

 

A NAA diz (mais literalmente) que “Deus não responde [não presta contas] das suas palavras [ou atos]?”. Uma outra possível tradução para o versículo 13 é o que a NVI faz:

 

[13] Por que você [Jó] discute com ele [Deus],

afirmando que ele [Deus] “não responde às palavras dos homens”? [não as palavras de Deus].

 

No contexto, essa tradução faz mais sentido. Porque agora Eliú irá defender a Deus mostrando que Deus fala com os homens, sim. Nós é que muitas vezes não ouvimos como deveríamos.

 

Jó fala: “Deus não responde às nossas palavras”. Eliú responde:

 

[14] Pelo contrário, Deus fala de um modo, sim, de dois modos,

mas o homem não atenta para isso.

 

Eliú irá corrigir os pensamentos de Jó sobre Deus provando que o nosso Deus é um Deus que fala. O seu Deus, crente, é um Deus Comunicador.

 

Eliú irá defender Deus falando de duas maneiras em que o seu Deus fala com você:

 

3.1 SEU DEUS FALA ATRAVÉS DE REVELAÇÃO (33:15-18)

 

COMO?

 

[15] Em sonho ou em visão de noite,

quando o sono profundo cai sobre as pessoas,

quando adormecem na cama,

[16] então lhes abre os ouvidos

e lhes sela a sua instrução...

 

Que Deus usou sonhos e visões para falar ao seu povo é bíblico. A Bíblia está cheia de exemplos. Deus falou através de sonho com Abraão, com José, com Daniel. Deus deu visões para Isaías e João.

 

Deus usou sonhos e visões muitas vezes ao longo da história de redenção. Mas para aplicarmos corretamente essa passagem à nós hoje, nós precisamos passar por Jesus e a nova aliança—o tempo em que vivemos na história da redenção. O livro de Hebreus começa dizendo:

 

Antigamente, Deus falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, mas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também fez o universo (Hebreus 1:1-2).

 

A maneira como Deus fala ao seu povo hoje é através das palavras do Filho registradas nesse livro.

 

O ponto principal do argumento de Eliú não são os sonhos e ou as visões em si, mas o fato de que Deus fala.

 

Você senta com o seu coração aflito e espírito quebrantado. Esse livro é aberto—na sua casa, na igreja, no trabalho, na prisão, onde você estiver—e Deus fala.

 

E Deus fala com um propósito específico. Um propósito que Jó não está considerando como deveria.

 

PARA QUÊ?

 

[17] para afastar o ser humano dos seus planos

e livrá-lo do orgulho [ou seja, para a santificação];

[18] para guardar a sua alma da cova

e a sua vida de passar pela espada [ou seja, para a salvação].

 

O propósito de Deus em falar conosco não é simplesmente transferir informação. O propósito de Deus é a nossa salvação, nossa santificação, nossa transformação.

 

Deus não fica satisfeito em ver o pecado escravizando você. Deus não irá desistir enquanto a imagem do Filho dele não estiver formada em você, crente. Deus tem o desejo santo de ver o nome dele sendo glorificado em nós—e isso acontece quando nós confiamos e obedecemos a Deus e andamos na luz como Jesus andou.

 

Quando esse livro é aberto, nossa oração (com expectativa) deve ser:

 

“Senhor, me livra do meu orgulho (v. 17).

Senhor, me salva (v. 18).

 

Senhor, me dá arrependimento verdadeiro e fé profunda e zelo pela tua glória e amor pelas pessoas e alegria no Senhor”.

 

• No tempo dos patriarcas e profetas, Deus usou sonhos e visões para se revelar.

• Agora, no tempo do Filho, Deus usou, está usando e irá usar a palavra de Cristo—a palavra revelada.

 

Esse é o primeiro modo em que Deus fala: através de revelação.

 

Segundo modo:

 

3.2  SEU DEUS FALA ATRAVÉS DA DOR (33:19-28)

 

COMO?

 

[19] “Também no seu leito é castigado com dores,

[Deus usa a linguagem da dor]

com incessante conflito em seus ossos;

[20] de modo que abomina o pão,

e detesta até a comida mais saborosa.

[21] A sua carne, que se via, agora desaparece,

e os seus ossos, que não se viam, agora aparecem [de tanta magreza!].

[22] A sua alma está perto da morte,

e a sua vida se aproxima dos que trazem a morte.”

 

O argumento de Eliú aqui é poderoso. Eliú inverte a maneira de Jó pensar na dor.

 

O seu sofrimento não é um sinal do silêncio de Deus.

O seu sofrimento é um sinal de que Deus está falando com você.

 

Eliú está invertendo um pensamento tão comum que nós temos quando a vida está difícil. Onde está Deus quando eu estou sofrendo? A resposta de Eliú, o profeta de Deus é: Deus está no seu sofrimento—falando com você.

 

C. S. Lewis tem uma frase famosa em seu livro “O Problema da Dor”. Ele disse:

 

Deus sussurra para nós em nossos prazeres, ele fala à nossa consciência, mas ele grita em nossa dor: a dor é o megafone de [Deus] para despertar um mundo surdo.

(citado em Talbert, Beyond Suffering, 347 e Ash, Job, 339).

 

Deus usa a linguagem da dor para conseguir nossa atenção e falar conosco—nos despertar para o que realmente importa nesse vida.

 

E como Eliú fez com a primeira linguagem de Deus—a revelação, ele faz agora com a dor. Ele explica para que Deus usa a dor.

 

Quando Deus leva você pelo vale da aflição, ele não está punindo você, mas salvando você.

 

PARA QUÊ?

 

[23] “Se com ele houver um anjo intercessor,

um dos milhares, para declarar ao homem o que é certo,

[24] então Deus terá misericórdia dele [Deus é misericordioso]

e dirá ao anjo [Deus usa esse seres espirituais]:

‘Livre-o, para que não desça à cova;

já achei um resgate para ele.’

[25] Então a sua carne recupera o vigor da infância,

e ele volta aos dias da juventude.

 

Deus salva. E nós respondemos com louvor e gratidão:

 

[26] Ele ora a Deus, que se agrada dele;

com alegria vê a face de Deus,

e Deus lhe restitui a sua justiça.

[27] Depois, cantará diante de todos e dirá:

‘Pequei, perverti o direito

e não fui punido como merecia.

 

O sofrimento deve causar essa humilhação santa diante de Deus. Em vez de responder: eu não mereço sofrer assim!, o sofredor santamente humilhado diz: eu merecia sofrer muito mais.

 

Spoiler: Jó vai responder com essa humildade linda em breve! Espere mais alguns capítulos.

 

Eliú termina falando do propósito salvador e santificador com a nossa dor:

 

[28] Deus livrou a minha alma de ir para a cova,

e a minha vida verá a luz.’”

 

Mas vamos voltar no versículo 23: Eliú descreve essa operação de salvação como Deus tendo misericórdia de um pecador e enviando um anjo (um mensageiro) que salva o pecador-sofredor com um resgate.

 

Essa mensagem não o evangelho em forma de semente? A mensagem de que Deus salva por misericórdia por meio de alguém que ele envia (um mensageiro) com um resgate.

 

O desejo de Jó por um intercessor—um mediador, um advogado—será respondido. Será respondido quando Deus for até Jó falar com ele daqui a pouco. E será (e foi) respondido quando Deus enviou um mensageiro Jesus Cristo com o resgate que nós precisamos—a vida dele na cruz para nos livrar da cova funda e eterna da condenação.

 

O ponto de Eliú é: Deus usa a linguagem da dor não necessariamente para punir, mas para nos santificar e salvar. A dor é o “chacoalhador” de Deus.

 

A LAMA NO FUNDO

Todos nós temos pecados no fundo do nosso coração. Pecados que ficam escondidos—que nós não suspeitamos que existem—mas que tem o poder de destruir—a nós e as pessoas a nossa volta; e desonrar ao nosso Deus.

 

Imagine o coração humano como um tanque cheio de água e com uma camada de terra no fundo. Quando o tanque está parado—a vida está estável—a água parece limpa. Mas quando o tanque é mexido, sacudido, chacoalhado, a terra sobe, a água já não é mais tão transparente assim, e fica claro que o tanque não está limpo como parecia (Ash, Job, 329).

 

O nosso coração é esse tanque. A sacudida de Deus é o sofrimento. As dificuldades revelam que ainda temos orgulho para nos arrepender, medo para ser substituído por fé, raiva para ser substituída por paciência, vaidade para ser trocada por humildade.

 

Quando Deus sacode sua vida, ele faz isso porque ele ama você. O que seria de nós sem as provações? Se com as provações, ainda tem tanta terra no fundo do nosso coração—tanto orgulho, o que seria de nós se nossa vida fosse sempre tranquila?

 

Salmo 119:71—Foi bom que eu tivesse passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos.

 

Deus usa o megafone da dor—das dificuldades para chamar nossa atenção para ouvir ele falando e remover mais um pouco da terra do nosso coração. É o modo santo de Deus nos santificar.

 

Pela terceira vez nesse primeiro discurso, Eliú enfatiza o propósito santo de Deus em usar a nossa dor para nos livrar do pecado e nos salvar.

 

3.3 DEUS FALA PARA A NOSSA SALVAÇÃO (33:29-30)

 

[29] “Eis que Deus faz tudo isto

duas e três vezes no seu trato com o ser humano,

[30] para reconduzir da cova a sua alma

e iluminá-lo com a luz dos viventes.”

 

Como Deus é paciente! Ele lida com os nossos mesmos pecados duas vezes, três vezes (v. 29), cem mil vezes, cem milhões de vezes. Deus é muito paciente. E muito gracioso.

 

Com a ajuda do Espírito Santo, nós precisamos ter um Eliú dentro de nós pregando para nós durante o sofrimento:

 

Isso é para o seu bem, Alex. Isso é para a sua santificação. Isso é para aumentar sua alegria no Senhor!

 

Depois (1) do apelo para ser ouvido, (2) da alegação de Jó contra Deus, (3) da refutação de Eliú contra Jó, Eliú termina apelando de novo. Eliú apela para Jó ouvir e crer e viver assim.

 

4.     APELO DE ELIÚ PARA JÓ (33:31-33)

 

[31] “Agora, Jó, preste atenção

e escute o que vou dizer;

fique calado, porque vou falar.

[32] Se você tem alguma coisa a dizer, diga;

fale, porque gostaria de lhe dar razão. [Eliú ama Jó.]

[33] Se não, escute o que vou dizer;

fique calado, e eu lhe ensinarei a sabedoria.”

 

Eliú não está dizendo que Jó está sofrendo porque ele pecou contra Deus. O argumento dele é diferente. Ele está dizendo que Deus usa o sofrimento para santificar ainda mais Jó. A perspectiva de Eliú é radicalmente diferente.

 

O sofrimento não é um instrumento de punição de Deus na vida de Jó.

O sofrimento é um instrumento de santificação na vida de Jó.

 

E na sua vida, crente no Senhor Jesus.

 

O apelo de Eliú para Jó é o apelo de Deus para nós. As palavra de Eliú tem a sabedoria do alto, a sabedoria de Deus.

 

Alguns de vocês estão sofrendo muito. Outros estão sofrendo menos. Mas todos nós temos que lidar com aflições. Seja nos relacionamentos quebrados, nas contas bancárias quebradas, nos corpos quebrados ou nos planos quebrados.

 

A mensagem de Deus através de Eliú é: Deus nos quebra para nos consertar. Deus nos derruba para nós levantarmos com menos confiança em nós mesmos e mais confiança (fé) nele. Deus mexe, sacode, chacoalha o nosso coração para trazer o pecado para superfície e nos levar a limpeza do arrependimento e a fé.

 

Sua dor não é o sinal do silêncio de Deus. O que Eliú está ensinando a Jó e a nós que a nossa dor é o sinal do amor de Deus.

 

CONCLUSÃO

O seu Deus não está quieto, meu irmão. Ele fala com você:

 

• Ele fala pela revelação do Filho na Palavra.

• Ele fala com o megafone da dor.

 

E sempre, sempre que ele fala, a intenção de Deus é santa: a sua salvação e a sua santificação. Esse é o seu Deus.


Igreja Batista Jardim Minesota

Rua Clotildes Barbosa de Souza, 144

Jardim Santa Maria (Nova Veneza) Sumaré - São Paulo

 
 
 

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