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Jó 38:1-40:5: Quebrantado por Maravilhamento

  • Foto do escritor: Pastor Alex Daher
    Pastor Alex Daher
  • 27 de jul.
  • 24 min de leitura

Série em Jó: Sofrimento Soberano 05 de Julho de 2026 – IBJM


Deus é o único ser no Universo em que exaltar a si mesmo é uma virtude, não um defeito. Qualquer outro ser que se exalta está pecando. No caso de Deus, quando ele se exalta, ele está amando.

 

Seres humanos que procuram a própria glória revelam um problema de orgulho—revelam uma alma doente. Uma pessoa que diz: “Vejam como eu sou grande!” tem um sério problema no coração.

 

Mas isso não se aplica à Deus. Quando Deus busca a própria glória, ele está certo. Porque ele é a fonte de tudo, ele é o ser mais precioso, poderoso e majestoso que existe.

 

Quando Deus está mostrando a glória dele e nos dizendo: “Veja como eu sou grande! Exalte o meu nome e confie em mim”, ele está sendo amoroso conosco.

 

O que nós mais precisamos nesse mundo, é conhecer a Deus e amá-lo. É isso que Deus irá ajudar Jó a fazer. Jó (e nós!) precisamos da ajuda do Senhor.

 

Debaixo do peso de se acusado pelos amigos de estar sofrendo porque ele tinha pecado, Jó começou a acusar Deus de estar sendo injusto com ele. Ele chegou a dizer coisas como:

 

Jó 30:20-21—Clamo a ti, ó Deus, e não me respondes;

estou em pé, mas apenas olhas para mim.

Tu foste cruel comigo;

e, com a força da tua mão, me atacas.

 

E mais para frente:

 

Jó 31:35—Quem dera que eu tivesse quem me ouvisse! (…)

Que o Todo-Poderoso me responda!

 

Chegou o momento do Todo-Poderoso responder. Deus irá conceder o que Jó mais queria: ouvir Deus. Deus irá falar. Mas a resposta de Deus será diferente do que Jó estava exigindo.

 

Os 3 primeiros versículos são a introdução. Eles dão o tom da resposta de Deus.

 

INTRODUÇÃO: PREPARE-SE (38:1-3)

 

Eu quero fazer uma observação para cada versículo:

 

Primeiro, sobre o redemoinho:

 

[1] Então, do meio de um redemoinho,

o Senhor respondeu a Jó e disse:

 

Esse redemoinho veio da tempestade que Eliú acabou de usar para descrever a Deus como aquele que “está cercado de tremenda majestade” (37:22). Tempestades e redemoinhos são sinais da presença de Deus. Foi um redemoinho também que levou o profeta Elias para o céu (2Reis 2:1,11).

 

As tempestades nesse mundo (e na sua vida!) não são um sinal de que Deus está longe. As tempestade são um sinal de que Deus está perto (Talbert, 199). Elas são maneiras que Deus usa para avisar: “Eu estou aqui”.

 

Segundo, sobre o problema de Jó:

 

[2] “Quem é este que obscurece os meus planos

com palavras sem conhecimento?

 

Suas palavras importam para Deus. O que nós falamos—se é verdadeiro ou falso—Deus ouve e ele se importa. Porque a boca fala do que está cheio o coração.

 

Jó não está sofrendo porque ele pecou. Os amigos de Jó estão errados. Mas durante o sofrimento, ele está respondendo com “palavras sem conhecimento”. Eliú está certo. Jó está pecando contra Deus e precisa de arrepender de suas palavras (Ash, Job, 401).

 

Ele está falando de Deus e com Deus como se Deus não fosse Deus—justo, bom, compassivo e amoroso.

 

Deus não irá deixar nossas “palavras sem conhecimento” para lá. Ele irá lidar com elas. Para o nosso bem e a glória dele.

 

O redemoinho da tempestade. O problema de Jó.

 

Terceiro, sobre a estratégia de Deus:

 

A estratégia de Deus para lidar com as “palavras sem conhecimento” de Jó.

 

[3] Cinja os lombos como homem,

pois eu lhe farei perguntas, e você me responderá.”

 

Cingir os lombos é: aperte os cintos, apronte-se, prepare-se. Prepare-se para quê? Para as perguntas de Deus: “Pois eu lhe farei perguntas”.

 

Deus irá responder Jó. É isso que o versículo 1 está dizendo. Mas a estratégia de Deus para responder, às vezes, é perguntar. Deus gosta de fazer perguntas. Desde o início foi assim.

 

Deus perguntou para Adão:

 

Onde você está?

Quem lhe disse que você estava nu?

Você comeu da árvore da qual ordenei que não comesse? (Gênesis 3:10-11)

 

Jesus—nosso Deus e Senhor—usava a mesma estratégia.

 

§  Ele perguntou para os discípulos no barco: “Por que vocês são tão medrosos, homens de pequena fé?” (Mateus 8:26).

§  Ele perguntou para Filipe antes de ir para a cruz: “Há tanto tempo estou com vocês, Filipe, e vocês ainda não me conhecem?” (João 4:9).

§  Ele perguntou para aqueles que estavam seguindo a ele a pergunta mais importante da nossa vida: “E vocês, quem vocês dizem que eu sou?”  (Mateus 15:15).

 

Quando Deus faz perguntas, ele não faz perguntas para aprender. Ele faz perguntas para nos ensinar. Deus usa perguntas para trazer à tona o que está nas águas profundas do nosso coração, como Provérbios 20:5 diz.

 

Deus tem várias perguntas. Na minha contagem, são 68. Do capítulo 38 ao 41, Deus tem um questionário logo de 68 perguntas para Jó. Deus quer colocar o coração de Jó no lugar certo.

 

O espírito que nós devemos ouvir essas perguntas de Deus para Jó é o espírito de um Pai corrigindo o filho que disse coisas absurdas contra ele. Deus usa de uma firmeza amorosa. Ou um amor firme e santo.

 

Hoje nós vamos ouvir o primeiro discurso de Deus e a breve resposta de Jó no início do capítulo 40. E na próxima mensagem, vamos ouvir o segundo e último discurso de Deus.

 

Nesse primeiro discurso, Deus exalta o nome dele usando o mundo que ele fez.

 

Deus usa dois aspectos do relacionamento dele com o mundo: Deus como o Criador e Deus como o Sustentador—sábio, poderoso e bondoso.

 

1.     DEUS COMO CRIADOR (38:4-21)

 

Deus tem perguntas para Jó sobre a terra, o mar, o céu e até o limite entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Vamos na ordem.

 

Deus começa o passeio dele com Jó pela terra:

 

1.1  TERRA (38:4-7)

 

[4] “Onde você estava, quando eu lancei os fundamentos da terra?

Responda, se você tem entendimento.

 

Jó, em Gênesis 1, quando não existia nada e eu criei o mundo pelo poder da minha palavra, onde você estava? Você estava junto comigo, me ajudando com o seu conhecimento?

 

As perguntas estão só começando.

 

[5] Quem determinou as medidas da terra,

se é que você o sabe?

Ou quem estendeu sobre ela uma linha de medir?

 

Você estava com um fita métrica na mão durante a criação, Jó? Eu peguei uma trena emprestada com você? Foi você que calculou que a Terra teria que ter um diâmetro de 12.756 km e uma circunferência de 40.075 km e uma superfície de 510 milhões de quilômetros quadrados?

 

Deus tem mais perguntas. E ele ajuda a linguagem para nos ajudar a entender. Ele fala da criação do mundo como se fosse a construção de uma casa.

 

[6] Sobre o que estão firmadas as suas bases

ou quem lhe assentou a pedra angular,

[7] quando as estrelas da alva,

juntas, alegremente cantavam,

e todos os filhos de Deus [uma expressão para os anjos] gritavam de alegria?”

 

Que cena! Deus modelando o mundo e uma plateia angelical “gritando de alegria”. Eles não conseguiram ficar quietos diante desse espetáculo do poder de Deus!

 

Nesse tempo, Jó, Alex Daher e meus amigos feitos também do pó, onde nós estávamos? Dando uma força para Deus? Ajudando com os cálculos complexos? Levantando uma montanha? Dando ordens para as árvores crescerem?

 

Chega de falar da Terra. Agora Deus quer falar do Mar:

 

1.2  MAR (38:8-11)

 

Além de perguntas, Deus gosta de poesia também. Ele fala da criação dos mares como se fossem crianças nascendo.

 

[8] “Ou quem encerrou o mar com portões,

quando irrompeu do ventre, [nascendo]

[9] quando eu lhe pus as nuvens por vestimenta

e a escuridão por fraldas,

 

Deus vestindo seus bebês chamados Oceano Atlântico e Pacífico e mares e mais mares com fraldas. Para nós, eles são gigantescos. Indomáveis. Para Deus, são como bebês.

 

E como um Pai, Deus dá ordem aos seus filhos:

 

[10] quando eu lhe tracei limites [ao mar],

e lhe pus ferrolhos e portas,

[11] e disse: ‘Até aqui você pode chegar,

mas deste ponto não passará.

Aqui se quebrará o orgulho das suas ondas’?”

 

Eles obedeceram. Os oceanos e mares são filhos que se submetem a Deus.

 

Quando os discípulos pensaram que iam morrer e Jesus de Nazaré se levantou e deu ordem para o mar: “Acalme-se! Fique quieto!” E o mar obedeceu. Na hora (Marcos 4:39).

 

Por que o mar obedeceu? Porque o mar reconheceu a voz de quem estava falando com ele. “Nosso Criador nos mandou sossegar. Chega da agitação”.

 

A reação dos discípulos é a reação que Deus espera de Jó e de nós diante da majestade dele. Os discípulos ficaram cheios de temor e adoraram (Marcos 4:41). Essa é a reação certa diante de um Deus tão poderoso.

 

Mas tem mais coisa acontecendo nesse parágrafo sobre o domínio de Deus sobre o mar. Muitas vezes, na Bíblia, o mar é um símbolo da força do caos que ameaçam a vida na terra (Hartley, Job, 426).

 

Os egípcios foram julgados no Mar Vermelho. Jonas foi lançado no mar revolto. No livro de Apocalipse, a besta sai do mar e, nos novos céus e nova terra, o apóstolo João diz que não haverá mais “mar”. O mar carrega o símbolo do caos e do mal.

 

Deus está mostrando para Jó que o caos e o mal não dominam sobre a vida dele. Deus domina. Deus traça limites de acordo com a vontade sábia dele. Deus diz:

 

[11] (...) ‘Até aqui você pode chegar, mas deste ponto não passará. Aqui se quebrará o orgulho das suas ondas’?”

 

As forças do mal não estão soltas, fazendo o que querem com esse mundo e com você. Deus nunca perde o controle. Você não está nas mãos do acaso nem do caos.

 

Você está nas mãos daquele que têm duas feridas glorificadas nelas—feridas que ele recebeu no dia em que ele morreu na cruz no seu lugar.

 

Deus usou a terra e o mar para mostrar o poder e o controle que ele tem sobre a criação. Se ele é o Criador (e nós, não), então ele tem a sabedoria e o direito de governar o mundo dele, e nós, não.

 

Deus continua fazendo perguntas sobre a criação. Depois da terra, do mar, agora é a vez do céu.

 

1.3  CÉU (38:12-21)

 

Deus tem perguntas sobre o dia e à noite. Vamos ver como Jó e nós nos saímos:

 

[12] “Alguma vez na vida você deu ordens à madrugada

ou mostrou ao amanhecer o seu lugar,

[13] para que agarrasse a terra pelas extremidades

e dela sacudisse os perversos?

 

A imagem que Deus cria no versículo 13 também é demais. Nosso Deus Criador é muito criativo. Deus fala do amanhecer como se ele fosse uma dona de casa pegando a toalha da mesa pelas pontas e sacudindo para jogar as migalhas fora. O amanhecer segura a terra pelas extremidades e sacude os ímpios para que eles “caiam no chão” e parem de fazer impiedades.

 

Esse é ponto de Deus no versículo 15. Ele usa a luz do dia contra o mal:

 

[15] Dos ímpios é retirada a sua luz,

e o braço levantado para ferir se quebra.”

 

Deus está lidando com uma reclamação de Jó contra Deus. Jó disse que Deus deixa os ímpios soltos.

 

Quantas vezes se apaga a lâmpada [a luz] dos ímpios? (Jó 21:17)

 

Deus está respondendo:

 

Jó, não é bem assim. Eu estou restringido o mal nesse mundo o tempo todo.

 

Uma das maneiras em que Deus restringe o mal é usando a luz do dia.

 

Imagine viver em um mundo onde tudo é escuro sempre. Os ímpios iriam se sentir mais seguros ainda para fazer o mal. Não é o mundo em que nós vivemos, graças a Deus!

 

A claridade da luz expõe o que está acontecendo e impede os ímpios de trabalharem. Como se os raios de luz segurasse o braço levantado dos maus para eles não fazer ainda mais maldades.

 

Deus termina a primeira parte do discurso dele mostrando que o domínio dele se estende sobre toda a terra, sobre todo o mar, sobre todo o céu e sobre todo tudo, até os limites do mundo.

 

1.4  OS LIMITES DO MUNDO (38:16-21)

 

[16] “Você foi até as nascentes do mar [o limite de onde o mar começa.]

ou percorreu o mais profundo do abismo? [o limite onde o mar acaba.]

[17] Será que a você foram reveladas as portas da morte?

Você viu essas portas da região tenebrosa? [o limite de onde começa o mundo dos mortos.]

[18] Você tem noção clara da largura da terra? [o limite onde termina o mundo dos vivos.]

Responda, se você sabe tudo isso.”

 

Senhor, nem Jó nem nós sabemos nada disso. Nós não conhecemos essa porta da morte que separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos.

 

Mas existe um homem que conhece. Existe um homem que passou pela porta da morte, entrou no mundo dos mortos, e no terceiro dia voltou de lá vitorioso (Ash, Job, 384). E por causa dele, você não precisa mais ter medo da morte. Porque por causa dele, você tem vida eterna.

 

Jó queria muito deixar o mundo dos vivos e entrar no mundo dos mortos, mas Deus está lembrando Jó: “Meu filho, você não sabe do que você está falando. Eu sei”.

 

Ainda falando dos limites, Deus usa dois opostos: a luz (que representa o bem) e as trevas (que representam o mal).

 

[19] “Onde está o caminho para a morada da luz?

E, quanto às trevas, onde é o seu lugar,

[20] para que você as conduza ao seu território

e conheça o caminho para a sua casa?

[21] Você sabe isso, porque nesse tempo já era nascido

e porque é grande o número dos seus dias!”

 

Do jeito que você me acusa, Jó, de não estar governando bem o mundo que eu criei e a sua vida que eu criei, então deve ser porque você é eterno como eu, é isso? É por que o número dos seus dias é grande como os meus—o Ancião de Dias?

 

Por que Deus fala do domínio dele sobre os limites da criação? Deus está mostrando que ele domina sobre tudo—o bem e o mal, os vivos e os mortos, a ponta da terra ao mais profundo abismo; que não tem nada, nem mesmos nos limites mais remotos, que Deus não esteja sobre controle.

 

Abraão Kuyper disse uma frase que ficou famosa em um discurso que ele deu em 1880. Ele disse:

 

Não há um centímetro quadrado em todo o domínio da nossa existência humana sobre o qual Cristo, que é Soberano sobre tudo, não clame: “Meu!”

 

Isso significa que não existe um evento na sua vida em que Deus não tenha controle. Não existe uma situação na sua casa, no seu trabalho, onde você estuda, onde você mora, não existe nada na sua vida que está fora dos limites de onde Deus governa.

 

Se isso é verdade, então tudo o que acontece na sua vida tem um propósito. Coisas não acontecem por acaso. Existe um Deus Criador que sabe o que está fazendo. Essa é a verdade que Jó precisa se agarrar no sofrimento dele. Essa é a verdade que você precisa se agarrar no seu sofrimento.

 

Nessa primeira parte, Deus mostrou para Jó que ele é o Criador—e por isso ele tem a sabedoria e o poder para fazer o que é justo e bom.

 

Na segunda parte, do versículo 22 até o final do capítulo 39, Deus irá mostrar que, além de Criador, ele é também um Deus Sustentador. Ele cuida, ele governa, ele reina.

 

Deus continua seu discurso centrado em Deus.

 

2.     DEUS COMO SUSTENTADOR (38:22-39:30)

 

Nessa segunda parte, Deus mostra a sabedoria e o poder dele para cuidar do mundo usando como exemplos os céus e o reino animal.

 

2.1 OS CÉUS (38:22-38)

 

Deus começa com perguntas sobre os fenômenos atmosféricos.

Momento “Meteorologia com o Criador do Universo”:

 

FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS (38:22-30)

 

§  No versículo 22, Deus fala da neve e do granizo.

§  No versículo 24, ele fala da luz e do vento.

§  No versículo 25, ele fala do aguaceiro—aquelas pancadas de chuva—e do relâmpago e do trovão.

§  No versículo 28, ele fala da chuva e do orvalho.

§  No versículo 29, Deus fala do gelo e da geada.

 

De cada gota da chuva a cada floco de neve, Deus controla tudo o que acontece no céu, e ele usa esses fenômenos para os seus propósitos na terra. Nós vemos isso em dois lugares nesse trecho.

 

Primeiro, Deus salva e julga usando a neve e o granizo:

 

[22] “Você alguma vez entrou nos depósitos da neve

ou viu os reservatórios do granizo,

[23] que eu guardo até o tempo da angústia,

até o dia da batalha e da guerra?

 

Deus fala da neve e do granizo como armas que ele usa para defender quem ele quer defender e julgar quem ele quer julgar.

 

Por exemplo, a sétima praga do Egito foi granizo (Êxodo 9:18-26, Hartley, 499). Deus usou para julgar a rebelião dos egípcios e salvar o povo de Israel. Vocês já viram uma chuva de pedra de granizo? Parece um enorme tiroteio. É Deus, o Guerreiro Soberano, saindo para defender seu povo.

 

Mais recentemente, em 1941, Deus usou a neve na Rússia para derrubar o exército de Hitler. Deus abriu os depósitos de neve e frustrou os planos do ditador alemão. Com um frio absurdo, as armas deles pararam de funcionar. Os tanques não conseguiam mais avançar. Deus transformou a Rússia em um enorme deserto branco e impediu a proliferação do mal.

 

Segundo, além de salvar e julgar com o granizo e a neve, Deus mostra a soberania dele também cuidando dos lugares onde não existe ninguém.

 

[25] “Quem abriu canais para o aguaceiro

ou caminho para os relâmpagos e trovões,

[26] para fazer chover sobre a terra onde não há ninguém,

e nos lugares desertos onde ninguém mora;

[27] para dessedentar [saciar a sede] a terra deserta e assolada

e para fazer crescer os renovos da erva? [para dar vida!]

 

Deus é um Deus tão cuidadoso com a sua criação, que ele cuida até do que nós nem sabemos que existe.

 

Eu me diverti com as estatísticas me preparando para essa mensagem durante a semana. Ouçam isso: Vocês sabe quantas espécies de animais na terra e no mar foram catalogadas até hoje? 1 milhão. Bastante? Mais ou menos.

Sabe quantas espécies de animais os cientistas estimam que existem? Mais de 10 milhões.

 

Sabe o que isso significa? Que nós conhecemos nem 10% dos animais. A vasta maioria dos animais que Deus criou (90%, 9 milhões de animais) nós nem sabemos que eles existem, quanto mais cuidando deles.

 

Esse é um pensamento maravilhosamente humilhante.

 

O momento meteorologia acabou. Agora Deus nos leva para uma sessão no planetário.

 

FENÔMENOS ESTRELARES (38:31-33)

 

Deus ainda está falando do céu, mas agora ele sobe uma camada no céu. Vocês sabem que os judeus falam do céu como tendo 3 camadas.

 

A primeira camada é que nós acabamos de ver—onde estão as nuvens. O segundo céu é onde estão as estrelas. E o terceiro céu é onde Deus está.

 

Deus agora quer fazer perguntas sobre as constelações, que estão no segundo céu:

 

[31] “Será que você pode atar as correntes do Sete-estrelo

ou soltar as cordas do Órion?

[32] Você pode fazer aparecer as constelações a seu tempo

ou guiar a Ursa Maior com os seus filhos?

[33] Você conhece as leis que governam os céus,

e pode estabelecer a sua influência sobre a terra?”

 

Não. Mas Deus conhece. Foi ele quem criou toda as estrelas, as leis que governam os céus e como o Sol e a luz e as constelações influenciam a maré e outros fenômenos aqui. Deus não está falando de astrologia—que é algo pagão. Deus está falando de astronomia—que é algo cristão. A astronomia estuda o espaço e (a reação deveria ser) dá glória a Deus.

 

Jó não tinha esse privilégio, mas hoje nós temos telescópios que nos dão ainda mais detalhes sobre a imensidão desse mundo estelar.

 

Vocês já ouviram a lenda de que existem mais estrelas no céu do que grão de areia na Terra? Já ouviram essa lenda? Então, não é lenda. Segundo uma estimativa conservadora dos cientistas, para cada grão de areia em uma praia e em um deserto, existem 10 mil estrelas no céu. 10 mil!

 

Para que isso tudo? Não é um desperdício!? Não é. Deus gosta de mostrar a glória dele para nos lembrar que ele é um Deus grande em que nós podemos confiar. Ele tem o poder e a sabedoria necessários para cuidar de você, meu irmão.

 

Deus termina de falar dos céus descendo do segundo céu e voltando para o primeiro céu. Ele nos tira do planetário e nos leva a olhar para as nuvens.

 

Pelo jeito, Deus tem ainda várias perguntas:

 

[34] “Você é capaz de levantar a sua voz até as nuvens,

para que a abundância das águas cubra você?

 

Eu não, mas o Senhor, sim.

 

[35] Você pode dar ordens aos relâmpagos,

para que saiam e lhe digam: ‘Às suas ordens!’?

 

Eu não, mas o Senhor, sim.

 

[36] Quem pôs sabedoria no coração

ou deu entendimento à mente?

 

Eu não, mas o Senhor, sim.

 

[37] Quem pode numerar com sabedoria as nuvens?

 

Eu não, mas o Senhor, sim.

 

[37] (...) Ou os cântaros dos céus, quem os pode despejar,

[38] para que o pó se transforme em massa sólida,

e os torrões se apeguem uns aos outros?”

 

Sabe o cântaro—o jarro de barro—que a mulher samaritana usou para tirar água do poço quando o Senhor Jesus falou com ele. Então, quando chove, é como se Jesus estivesse derrubando os “cântaros dos céus” e fazendo chover para fazer lama—para o pó se transformar em massa sólida.

 

Deus está mostrando para Jó que ele criou o mundo e ele está sustentando o mundo com sabedoria e propósito. A ideia de uma criatura como Jó e como nós reclamarmos com Deus de que ele não está governando direito o mundo dele é um absurdo sem medida.

 

Agora Deus desce um pouco mais. Ele vai do primeiro céu para a terra. Ele escolhe usar o reino animal.

 

2.2 O REINO ANIMAL (38:39-39:30)

 

Deus vai fazer um safari com Jó. Depois do planetário, Deus leva Jó para um safari. Deus usa 10 animais para mostrar como ele cuida da criação com infinita sabedoria e compaixão.

 

Os dois primeiros são:

 

A LEOA E O CORVO (38:39-41)

 

[39] “Será que é você que caça a presa para a leoa

ou mata a fome dos leõezinhos,

[40] quando se agacham nos covis

e ficam à espreita nas suas covas?

[41] Quem prepara o alimento para o corvo,

quando os seus filhotes clamam a Deus

e andam vagueando, por não terem o que comer?”

 

O Senhor sustenta os animais fortes como os leões e pássaros fracos como os corvos. Mas reparem em quem Deus se concentra: nos filhotes—os vulneráveis, aqueles que não são capazes de cuidar de si mesmos.

 

Se Deus cuida dos leõezinhos e dos filhotes dos corvos, ele vai cuidar de nós também.

 

Vocês lembram do que o Senhor Jesus disse?

 

Observem as aves do céu, que não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, as sustenta. Será que vocês não valem muito mais do que as aves? (Mateus 6:26).

 

Essa semana, eu fiquei olhando da janela da minha casa para os aves do céu—as andorinhas, os pardais. Eu vou dizer uma coisa para vocês: eles não pareciam ansiosos. Eles estavam com uma fisionomia boa, voando felizes para lá e para cá.

 

Deus está dizendo: “Vocês valem muito mais do que esses passarinhos. Eu vou cuidar de vocês também”. Deus usa pardais para acalmar seu coração, filho de Deus.

 

Os próximos dois animais são:

 

A CABRA E A CORÇA (39:1-4)

 

[1] “Você sabe o tempo em que as cabras-monteses [as cabras das montanhas] têm os filhos

ou cuidou das corças quando dão suas crias?

[2] Pode contar os meses que cumprem?

Ou sabe o tempo do seu parto?

[3] Elas se encurvam para terem seus filhos,

e lançam de si as suas dores.

[4] Seus filhos se tornam robustos,

crescem no campo aberto,

saem e nunca mais voltam para elas.

 

O que cabras-monteses e corças tem a ver com o sofrimento de Jó? E o seu sofrimento? Tudo!

 

§  Nenhum ser humano está ajudando as cabras a terem filhos porque Deus está cuidando delas.

§  Nenhum ser humano está cuidando dos filhotes da corça que se tornam robustos e saem porque Deus está cuidando deles.

 

E se Deus cuida das cabras e das corças, Deus irá cuidar de Jó e de você. Do primeiro fôlego de vida quando você saiu do ventre da sua mãe, até o seu último fôlego, quando Deus abrir a porta para você entrar no outro mundo, Deus está cuidando de você. Ele é um Criador-Sustentador.

 

Os próximos dois animais são o jumento e o boi. Mas não qualquer jumento e qualquer boi. O jumento selvagem e o boi selvagem.

 

O JUMENTO E O BOI SELVAGEM (39:5-12)

 

[5] Quem pôs em liberdade o jumento selvagem? [Foi Deus.]

Quem soltou as suas cordas?

[6] Eu lhe dei o deserto por casa

e a terra salgada por morada.

[7] Ele se ri do tumulto da cidade,

não ouve os gritos do guia. [Ele não é domesticado, ele é selvagem.]

[8] Os montes são o lugar do seu pasto,

e anda à procura de tudo o que está verde.

 

Os jumentos domesticados ouvem os gritos do guia. Eles são dóceis. Meio teimosos, mas eles acabam obedecendo. Eles carregam peso para nós (Hartley, 507). Mas os jumentos selvagem, nenhum ser humano chega perto. Eles vivem soltos no deserto.

 

O mesmo vale para o boi selvagem.

 

[9] Será que o boi selvagem aceitará trabalhar para você? [Não.]

Será que ele passará a noite junto da sua manjedoura?

 

Não tem a menor chance. O boi selvagem é um animal forte, bruto e muito perigoso. No Salmo 22, o boi selvagem é comparado com leão (v. 21).

 

[10] Por acaso você consegue prendê-lo ao arado com cordas? [Impossível.]

Ou irá ele atrás de você para desfazer os torrões nos campos do vale? [Não.]

[11] Você vai confiar nele, por causa da grande força que ele tem,

ou deixará o seu trabalho por conta dele?

[12] Você acredita que ele trará para casa o que você semeou

e o recolherá na sua eira?”

 

O que Deus está ensinando a Jó nesse safari, fazendo ele olhar para o jumento e o boi selvagem? Deus está ensinando que esses animais não podem ser controlados por nós, mas eles são controlados por Deus.

 

Eles são indomáveis para nós, mas não para Deus. Não existe nenhuma força na natureza que tenha mais força que Deus. Ele é o Todo-Poderoso. É bom saber que o seu Pai tem todo o poder para proteger você.

 

Quando eu era pequeno, eu tinha medo dos meninos grandes que vinham me expulsar do campo de futebol. Mas quando eu estava com o meu pai, eu ficava bem. Tinha alguém mais forte perto de mim.

 

Satanás pode parecer indomável para nós, mas não para o nosso Deus e Pai.

 

O próximo animal é um animal peculiar.

 

A AVESTRUZ (39:13-18)

 

A avestruz é a maior ave e a mais pesada que existe. Mas é também a mais engraçada.

Ela tem um corpo gordo, um pescoço fino enorme e uma cabeça pequenininha.

 

Ela é um animal peculiar:

 

[13] “A avestruz bate alegre as asas,

como se tivesse asas e plumagem de cegonha. [Mas ela não voa!]

[14] Ela põe os seus ovos no chão

e deixa que sejam chocados na areia,

 

Ela não é muito inteligente.

 

[15] e se esquece de que algum pé os pode esmagar

ou de que os animais do campo podem pisá-los.

[16] Trata com dureza os seus filhos,

como se não fossem seus.

Embora seja em vão o seu trabalho,

ela está tranquila,

[17] porque Deus lhe negou sabedoria

e não lhe deu entendimento.

[18] Mas, quando de um salto se levanta para correr,

ri do cavalo e do cavaleiro.”

 

Dizer que a avestruz não é muito inteligente é pegar um pouco leve. A avestruz é um animal estúpido. O olho do avestruz é maior do que o cérebro dele.

 

A razão para a estupidez do avestruz está no versículo 17:

 

[17] porque Deus lhe negou sabedoria

e não lhe deu entendimento.

 

Deus é soberano sobre quem ele dá sabedoria e quem ele não dá. Ele quis fazer do avestruz um bicho estúpido.

 

Mas junto com a estupidez, Deus deu ao avestruz rapidez. A avestruz não voa, mas ela consegue correr a 70km/h. Por isso que, no versículo 18, Deus diz que quando ela se levanta para correr, ela deixa o cavalo na poeira.

 

Deus não deu sabedoria, mas Deus deu a glória da velocidade para o avestruz. Nós vemos a sabedoria e a criatividade de Deus na criação. E mesmos nas coisas esquisitas da criação, Deus está dizendo: “Eu sou soberano sobre elas também”.

 

O próximo animal é o animal que Deus mencionou no versículo 18.

 

O CAVALO (39:19-25)

 

Nós vemos a glória de Deus no cavalo—ele é forte, corajoso e lindo.

 

[19] “Por acaso foi você quem deu força ao cavalo [ele é forte!]

ou revestiu o seu pescoço de crinas? [o cavalo é lindo!]

[20] É você quem o faz pular como gafanhoto?

Terrível é o fogoso respirar das suas ventas.

[21] Escarva no vale, satisfeito com a sua força,

e sai ao encontro dos inimigos.

[22] Zomba do medo e não se espanta; [esse é um animal corajoso!]

não recua por causa da espada.

[23] Sobre ele balança a aljava,

cintila a lança e o dardo.

[24] Com ímpeto e fúria vai engolindo as distâncias

e não se contém ao som do clarim.

[25] A cada toque do clarim ele diz: ‘Avante!’

 

Mais literalmente, o texto original diz que o cavalo grita: “Aha!”—é um grito de alegria. O cavalo não tem medo da guerra.

 

Continuação do v.[25] (...) Cheira de longe a batalha,

o grito dos comandantes e o alarido de guerra.”

 

Os cavalos são criaturas cheias de majestade. Não é bonito ver um cavalo correndo, a crina voando, engolindo as distâncias?

 

Quem poderia criar um animal assim—cheio de força, beleza e coragem? Só Deus.

 

Os últimos dois animais que Deus usa para mostrar a glória dele são duas aves de rapina:

 

O FALCÃO E A ÁGUIA (39:19-25)

 

Se a criação é desse jeito—tão linda, tão poderosa, tão cheia de majestade—imagine o Criador dessa criação! O falcão e a águia são exemplos fascinantes do que Deus é capaz de fazer.

 

O FALCÃO (39:26)

 

[26] “Será que é pela inteligência que você tem que o falcão voa,

estendendo as suas asas para o Sul?

 

Deus fez do falcão um gênio da direção. Google Maps e Waze são brincadeiras de criança perto dele.

 

Deus fez o falcão com um GPS de altíssima precisão embutido nele. Ele voa por milhares de quilômetros sem se perder. O falcão tem um tipo de proteína nos olhos que faz com que eles vejam os campos magnéticos da terra. Eles têm uns cristais no bico que funcionam como um sensor de latitude. Deus criou o falcão com uma bússola interna.

 

O senso de direção do falcão é uma obra-prima de Deus.

 

O último animal é:

 

A ÁGUIA (39:27-30)

 

Pense em uma ave linda, sábia e poderosa!

 

[27] Ou é por uma ordem sua que a águia sobe

e faz o seu ninho lá no alto?

[28] Ela mora no penhasco onde faz a sua morada,

no alto do penhasco, em lugar seguro.

[29] Dali, descobre a presa;

seus olhos a avistam de longe.

[30] Seus filhotes chupam sangue;

onde há mortos, ali ela está.”

 

Se o leão é o rei da selva, a águia é a rainha do céu. Ela está no topo da cadeira alimentar. Não existe ninguém acima dela. Ela nunca é a caça. Ela é sempre a caçadora. É por isso que exércitos e impérios usam a águia como um símbolo para representá-los (Harley, ???).

 

Deus chama a atenção de Jó para duas características da águia:

 

A primeira é a PROTEÇÃO.

 

A maneira como ela protege seus filhotes é genial.

 

No versículo 27, Deus fala que foi ele que deu ordens para a águia fazer o ninho bem alto. A águia chega a fazer seus ninhos a uma altura equivalente a um prédio de 100 andares. Nenhum urso ou tigre consegue chegar.

 

A segunda caraterística é a PROVISÃO.

 

No versículo 29, Deus disse que dali, do alto:

 

[29] Dali, descobre a presa;

seus olhos a avistam de longe.

 

De bem longe. Uma águia voando consegue ver um coelho ou um rato escondido na grama a uma distância de 3 quilômetros. A águia tem uma visão 8 vezes melhor do que a de um ser humano.

 

Deus também fez uma pergunta para Jó sobre a águia:

 

[27] (...) [É] por uma ordem sua que a águia sobe

e faz o seu ninho lá no alto?

 

Não é. Foi Deus que deu a ordem a deu a capacidade para a águia subir tão alto. Um Deus incomparável em sua sabedoria, infinito em seu poder, incansável em seu cuidado com a criação.

 

LIÇÕES DO SAFARI

 

Eu quero fazer 3 breves comentários sobre esse safari do Senhor. Por que o Senhor escolheu esses animais e enfatizou esses aspectos da vida deles?

 

Primeiro, todos esses animais incontroláveis para nós. Não só o boi e o jumento selvagem. Jó não tinha nenhum desses animais na fazenda dele (Ash, Job, 392). Mas Deus controla todos eles. Isso mostra que Deus é poderoso e nenhuma força está fora do controle dele.

 

Segundo, existe uma ênfase nos filhotes: Deus fala dos filhotes da leoa, do corvo, os ovos do avestruz e termina com os filhotes das águias. Isso mostra que Deus é compassivo e se importa com aqueles que são fracos e vivem nesse mundo perigoso. Fracos como nós.

 

Terceiro, esse safari não é limpinho. Ele está mais para um documentário da National Geographic cheio de sangue e morte do que para um desenho da Disney (Ash, Job, 401).

 

O sarafi começou com Deus falando que ele dá o alimento para os leõezinhos, e vocês sabem que leõezinhos não comem alface. Eles comem outros animais. E os filhotes do corvo comem o que restou dos animais que os leõezinhos comeram.

 

Vejam como o safari terminou:

 

[30] Seus filhotes chupam sangue; onde há mortos, ali ela está.

 

Para os leões e corvos e falcões e águias viver, outros precisam morrer.

 

Como um autor levantou: será que Deus não está mostrando que, nesse mundo, é necessário o sofrimento (e até a morte!) de alguns para que outros sobrevivam? Será que essa maneira de Deus governar o mundo não aponta para uma verdade ainda mais profunda—de que um dia o sofrimento (e até a morte) de um homem inocente irá trazer vida para um povo escolhido? (Ash, Job, 394).

 

Deus termina o primeiro discurso dele da mesma maneira em que ele começou: com uma pergunta.

 

A ÚLTIMA PERGUNTA DE DEUS (40:1-2)

 

[1] O Senhor disse mais a Jó:

[2] “Será que alguém que usa de censuras

poderá discutir com o Todo-Poderoso?

Que responda a isso aquele que critica Deus!”

 

Criticar a Deus é uma enorme audácia da nossa parte. Mas é uma audácia que nós somos tentados a ter no sofrimento. Imaginar que Deus não está governando como ele deveria.

 

Jó começou com um espírito de “Por que Deus está fazendo isso comigo?”, mas ele avançou e terminou com um espírito de “Como Deus pode fazer uma coisa dessas comigo?” (Talbert, 201).

 

O coração de Jó não está no lugar certo. Isso não é bom para Jó nem para a glória de Deus.

 

Então, o Deus da glória irá colocar o coração de Jó onde ele deveria ter ficado—prostrado, confiando, mesmo que chorando.

 

Deus usou os fundamentos da criação e os fenômenos da atmosfera e as constelações e até um safari de animais selvagens para lembrar Jó quem é o Deus dele.

 

E Deus pausa para ver se Jó tem algo a dizer.

 

Depois de ficar em silêncio durante os 6 capítulos em que Eliú falou da grandeza de Deus e durante os 2 capítulos em que Deus falou da grandeza de Deus, Jó quebra o silêncio.

 

A RESPOSTA DE JÓ (40:3-5)

 

[3] Então Jó respondeu ao Senhor e disse:

[4] “Sou indigno. Que te responderia eu?

Ponho a mão sobre a minha boca.

[5] Uma vez falei, e não direi mais nada;

aliás, duas vezes, porém não prosseguirei.”

 

Jó responde e quebra o silêncio para avisar que ele vai ficar em silêncio. Ele coloca a mão na boca. Ele reconhece que falou contra Deus o que nunca deveria ter falado.

 

A majestade de Deus está fazendo o efeito esperado no coração de Jó: quebrantamento por maravilhamento.

 

Os sinais de quebrantamento começaram. “Sou indigno”. O Rei Davi usou essa mesma palavra quando ele voltou dançando diante da arca do Senhor e Mical o repreendeu.

 

— Que bela figura fez o rei de Israel no dia de hoje, descobrindo-se diante das servas de seus servos, como se descobre um sem-vergonha qualquer! (2Samuel 6:20).

 

Davi respondeu:

 

— Foi diante do Senhor que me alegrei. E me farei ainda mais desprezível [essa é a palavra que Jó usou—indigno] e me humilharei aos meus próprios olhos (2Samuel 6:21-22).

 

Essa é uma humilhação doce. Santa. É uma humilhação que dá vontade de chorar e de sorrir ao mesmo tempo. Deus é tão grande. E nós somos tão pequenos. E Deus tem um amor tão grande por seres tão indignos, desprezíveis e pequenos como nós: o resultado é um quebrantamento por maravilhamento.

 

CONCLUSÃO

 

E pensar que esse Criador se fez homem, entrou na criação que ele mesmo fez, e mesmo sendo tão glorioso, se fez indigno e foi tratado como o mais desprezível ser naquela cruz para nos dar a possibilidade de ouvir Deus, falar com Deus, ver a Deus e viver com Deus.

 

Deus ainda não terminou com Jó. E Deus ainda não terminou conosco. Mas nesse primeiro discurso nós temos aprendemos que o que nós mais precisamos é ver Deus em seu esplendor e majestade.

 

O Deus que governa sobre a vida e a morte, sobre o bem e o mal, sobre as tempestades e os mares, sobre os limites da existência, sobre as forças selvagens desse mundo. Um Deus que é supremo e absoluto em seu controle e cuidado com o mundo.

 

Nada terá mais efeito em nosso coração do que contemplar a grandeza e a beleza de Deus. Por isso, Deus é o único ser no Universo em que exaltar a si mesmo é uma virtude, não um defeito.


Igreja Batista Jardim Minesota

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Jardim Santa Maria (Nova Veneza) Sumaré - São Paulo

 
 
 

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