Gálatas 4:1-7: Adotados
- Pastor Alex Daher

- 27 de mai.
- 18 min de leitura
Série em Gálatas: A Mensagem da Cruz 25 de maio de 2025 – IBJM
tenho um objetivo com esse sermão que, eu creio, é também objetivo de Paulo com essa passagem. E objetivo é este: convencer você que confia em Cristo que o Deus Todo-Poderoso, o Deus vivo e verdadeiro, o Deus que criou os céus e a terra a partir do nada pela Palavra dele, o Deus que está em todo lugar com todo o poder, toda sabedoria e todo amor, o Deus que enviou o Filho dele para resgatar você do pecado e da morte, esse Deus é seu Pai.
Ele adotou você. Você é e para sempre será um filho do Deus, uma filha de Deus. Esse é meu objetivo. Eu entendo que esse é o objetivo de Paulo com os Gálatas, então esse é meu objetivo com vocês nesta manhã.
Minha oração é que você saia daqui convencido até a última fibra da sua alma que você foi escolhido por Deus para viver com Deus porque Deus amou você. Como Moisés disse para o povo de Israel, “Deus se afeiçoou de vocês para amar vocês” (cf. Deuteronômio 10:15).
E se você está aqui e você ainda não colocou sua fé em Cristo, minha oração é que você hoje seja resgatado da escravidão do seu pecado para viver a liberdade dos filhos de Deus.
CONTEXTO: BARATAS ESPIRITUAIS
A situação que os Gálatas estavam passando nos ajudam a entender por que essa passagem sobre adoção está aqui. Um grupo se infiltrou nas igrejas da Galácia como baratas passam por baixo da sua porta. Sem serem percebidas, mas querendo tirar a sua paz.
E esse grupo, os judaizantes, tinha um objetivo também: convencer os Gálatas que para eles se tornarem filhos de Deus—para eles receberem a promessa de salvação—eles precisavam crer em Jesus E obedecer a Lei de Moisés. A mensagem de “salvação” (entre aspas) deles é “fé + obras”.
O contra-argumento de Paulo, que começou no capítulo 3 e continua no capítulo 4, é mostrar que Deus não salva você através da sua fé E das suas obras. Deus salva você através da sua fé em Cristo E nenhuma de suas obras. Nenhum ato de obediência seu contribuiu para o seu perdão.
Tudo o que você precisava para ser um filho de Deus, Jesus, o Filho de Deus fez na cruz. Você recebe todos os benefícios de ser um filho de Deus não trabalhando com as próprias mãos, mas abrindo as mãos vazias, ou melhor, abrindo as mãos cheias de lama e sangue do pecado, e Deus lava você com a água da Palavra e coloca nas suas mãos a perfeição de Cristo nas suas mãos.
Assim, você recebe a graça. E ele recebe a glória.
No capítulo 3, nós vimos que a Lei de Moisés teve um papel temporário e limitado. Temporário e Limitado:
• Temporário porque agora que Jesus veio, aquela aliança com Israel ficou para trás. Deus não deu a Lei para que ela durasse para sempre.
• Limitado porque a lei foi dada com o propósito específico de (1) mostrar nosso pecado e (2) nos conduzir para o Salvador dos pecadores, o Senhor Jesus Cristo.
Paulo vai apertar um pouco mais essa mensagem da graça no nosso coração com esse texto, mas agora olhando para a obra de Deus por um outro ângulo. Ele conta a nossa história de salvação como escravos que foram libertados para serem adotados por Deus.
A passagem tem 7 versículos:
• Os três primeiros falam do nosso tempo de escravidão—o período AC (antes de Cristo).
• Os três últimos (versículos 5, 6 e 7) falam do nosso tempo depois da libertação—o período DC (depois de Cristo).
• E no versículo do meio—o versículo 4—o evento que muda tudo, a pessoa que muda tudo, a cruz que muda tudo.
Como nós vamos ver, o período AC é muito difícil, muito triste e muito ruim. Mas você precisa aguentar firme até chegar no versículo 4, onde tudo muda.
1. PERÍODO AC (ANTES DE CRISTO): ESCRAVIDÃO (VV. 1-3)
UMA ILUSTRAÇÃO: MENOR DE IDADE
É surpreendente, mas Paulo ilustra nossa escravidão antes de Cristo com um filho menor de idade que ainda não pode receber a herança do pai.
[1] Digo, porém, o seguinte: durante o tempo em que o herdeiro é menor de idade, em nada difere de um escravo, mesmo sendo senhor de tudo. [2] Mas está sob tutores e curadores até o tempo predeterminado pelo pai.
Paulo não está dizendo que o filho, só porque ele é menor de idade, ele É um escravo. O ponto de comparação é que esse filho, mesmo sendo herdeiro de todo o reino, ele não toma posse da herança até que o pai determine que o tempo chegou.
Enquanto esse dia não chega, o príncipe no palácio está na mesma situação do escravo—ele está na casa, mas não tem acesso a herança.
O filho ainda não desfruta da liberdade que ele terá no futuro. Esse menino (mesmo sendo o herdeiro!) ainda está debaixo de (v. 2) “tutores e curadores”— empregados do pai e do governo que precisam tomar conta dele.
UMA APLICAÇÃO: ESCRAVIZADOS
Agora Paulo toma essa situação do filho que ainda não tem a liberdade de receber a herança e aplica a nossa vida AC—antes de Cristo (ou sem Cristo):
[3] Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos escravizados aos rudimentos do mundo.
Paulo fala do tempo de Lei—antes de Cristo vir—como uma escravidão aos “rudimentos (os elementos) do mundo”. Os rudimentos do mundo são 4: a terra, o ar, o fogo e a água.
Mas em que sentido nós estamos escravizados a terra, ar, fogo e água? Paulo está fazendo uma conexão entre esse mundo físico e domínio das forças espirituais malignas sobre esse mundo. Ele faz essa conexão explicitamente um pouco mais para frente.
Gálatas 4:8-9—Mas, no passado, quando não conheciam a Deus, vocês eram escravos de deuses que, por natureza, não são deuses. Mas agora que vocês conhecem a Deus, ou melhor, agora que vocês são conhecidos por Deus, como é que estão voltando outra vez aos rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo querem servir como escravos?
A vida sem Cristo é uma vida de escravidão aos rudimentos do mundo—um mundo que é dominado pelo pecado e pelas forças espirituais do mal. O que é chocante é que no versículo 8 ele fala dos gentios como escravos de falsos deuses, mas no versículo 3, Paulo (um judeu!) se inclui nessa escravidão.
[3] Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos escravizados aos rudimentos do mundo.
Olha o que Paulo está fazendo! Ele está dizendo que uma pessoa religiosa que acha que Deus vai aceitá-la porque ela obedece a lei é tão escrava do pecado e das forças malignas desse mundo quanto um pagão que se dobra diante de ídolos. Por fora, a vida dessas duas pessoas pode ser bem diferente, mas por dentro, é a mesma prisão.
A vida AC—a vida antes de Cristo, a vida sem Cristo—é uma escravidão espiritual, tanto para o religioso quanto para o pagão. Uma pessoa bem-comportada, educada, que penteia o cabelo e paga seus impostos, que não fuma e não fala palavrão, que sorri e cumprimenta as pessoas, que vai à igreja domingo mas que está sem Cristo no coração, essa pessoa está tão escravizada ao pecado quanto um muçulmano rezando para Alá agora, ou um espírita que pensa que irá para o céu por suas obras de caridade, ou alguém que vai até o seu quarto se dobra diante de imagens de escultura.
Todos nós, judeus e gentios, nascidos na religião ou nascidos no mundão, nós entrarmos nesse mundo acorrentados.
Olha o que o nosso pecado fez conosco! Você foi criado à imagem de Deus. Você foi criado com um corpo e uma alma feitos para adorar o seu Criador. O que pode ser melhor do que viver para esse Deus e com esse Deus!?
Mas quando nós entramos nesse mundo, nós nascemos com uma algema grossa de ferro prendendo nossos pulsos e nos escravizando para pecar. E se você está se agarrando ao seu pecado—seja o pecado da ganância ou da imoralidade ou da amargura—saiba disso: você não está no controle. Você está agarrando o pecado, mas o pecado está agarrando você com ainda mais força. Prendendo você.
Imagina a vida de um israelita na época da escravidão do Egito, debaixo do reinado de Faraó. Comendo só o suficiente para sobreviver. Trabalhando no sol até quase desmaiar. De repente, do nada, uma chicotada rasga suas costas e você vira e recebe um tapa no rosto e de tanta força cai no chão. O capataz levanta você de forma abrupta, cospe no seu rosto e grita: “Trabalha! Não para!”.
Essa é a nossa vida AC: antes de Cristo. É uma vida difícil, triste e muito ruim. O pecado é um Mestre Mau. Muito pior que o Faraó.
O pecado pode dar um certo prazer, mas no final, ele leva você à culpa, à vergonha, à condenação e à morte. Diferente do que o mundo prega, aquele que é controlado pelo pecado ele é um homem escravizado, não uma pessoa livre.
Mas a escravidão do povo de Deus não dura para sempre. Deus determinou um dia para rasgar o céu e enviar um Libertador até nós. E esse dia chegou.
O evento central dessa passagem e o evento central da história:
2. EVENTO CENTRAL: A VINDA DE CRISTO (V. 4)
[4] Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,
Eu já falei alguma vez dessa palavra “mas”? M-A-S. Você consegue sentir a doçura do mel nessas 3 letras? Você não sente a brisa de ar fresco no seu rosto suado de um ex-escravo? Você não sente a água da graça descendo pela sua garganta seca de tanto clamar?
Nós estávamos à beira da morte, plantando pecado e colhendo culpa. Demônios nos cercando e nos tentando e nos enforcando e nos cegando para não vermos a glória do Senhor. Sem esperança e sem Deus no mundo. Cansados e sobrecarregados. Vivos por fora e mortos por dentro. Preso ao pior tipo de prisão: a escravidão espiritual.
MAS... mas quando chegou a plenitude do tempo, chegou também o Libertador: O Rei enviou o Príncipe da Paz. O Deus Pai enviou o Deus Filho.
Jesus veio inaugurar uma nova era na história. Ele veio dividir o calendário do mundo em duas partes: AC e DC—antes dele e depois dele. O dia do cumprimento das promessas de libertação dos escravos chegou quando Jesus chegou.
Reparem nas DUAS CONDIÇÕES que o nosso Libertador precisava satisfazer quando ele nasceu:
PRIMEIRO, NASCIDO DE MULHER:
[4] (...) Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher...
Nosso Libertador precisava ser um de nós. Nós vamos ver a razão para isso em breve na passagem. Ele é o Filho eterno de Deus E ele é também o filho nascido de Maria na plenitude do tempo.
Com relação a nossa humanidade, ele é igual a nós—feito de carne e osso, tendões e músculos. O estômago dele roncava de fome. A garganta dele secava de sede. Ele ficava cansado e com sono. Ele ficava com dor. Ele chorava e ele se alegrava, como nós lemos nos evangelhos.
Com relação a nossa humanidade, igual a nós. Com relação a nossa pecaminosidade, ele era diferente. Ele foi, é e sempre será completamente sem pecado. Ele é o Filho santo como o Pai.
Esse é o nosso Libertador—como eu e você, ele nasceu de uma mulher. Essa é a primeira condição.
SEGUNDA CONDIÇÃO: NASCIDO SOB A LEI:
[4] (...) Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,
Jesus se colocou, porque ele quis, debaixo do jugo da lei. Estar sob a lei—viver debaixo da lei—é estar sob a domínio do pecado, como nós vimos. Mas nós vimos também que Jesus é diferente. Ele se coloca debaixo da lei, mas o pecado não tem domínio sobre ele.
A santidade perfeita de Jesus forma uma capa protetora sobre o coração dele. Satanás atirou milhões de flechas de tentação em Jesus, mas elas nunca conseguiram furar essa crosta santa de proteção. E por causa do coração santo dele, ele foi capaz de cumprir perfeitamente a Lei—cada i e cada til dos milhões de detalhes da Lei de Moisés.
Jesus precisava se tornar como um de nós e entrar no nosso mundo—no nosso mundo de escravidão ao pecado e forças do mal—e viver sob a lei, para fazer o que o Pai enviou Jesus para fazer.
Nós entramos agora no período DC: depois de Cristo—versículos 5, 6 e 7. E esse trecho começa exatamente com o que o Pai enviou o Filho para fazer. Nós temos explicitamente a razão pela qual Jesus nasceu de uma mulher e nasceu sob a lei.
3. PERÍODO DC (DEPOIS DE CRISTO): LIBERTAÇÃO (VV. 5-7)
RESGATADOS
Para que o Pai enviou o Filho?
[5] para resgatar os que estavam sob a lei,
Jesus foi enviado pelo Pai em uma operação de resgate. Estar sob a lei é estar sob o domínio do pecado. É estar escravizado. Essa é a situação de todo ser humano no período AC—antes de Cristo. Esse é a tecla que Paulo vem batendo.
Nós precisamos de alguém maior do que Moisés para nos tirar das mãos de um rei pior que o Faraó—um governante maligno chamado pecado. E na plenitude do tempo, Deus envia o Filho, nosso maravilhoso e poderoso Libertador.
Como essa operação de libertação acontece?
O custo dessa operação de resgate—de libertação—é muito alto. O preço é tão alto que ele atravessa as nuvens e chega até o céu. Volte para o capítulo 3, versículo 13.
Gálatas 3:13—Cristo nos resgatou [resgate!] da maldição da lei, [como?] fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar — porque está escrito: “Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro”.
Vocês percebem por que o nosso Libertador precisava nascer de uma mulher e nascer sob a lei? Porque ele precisava, sendo um de nós, pagar a penalidade exigida pela lei de Deus para nós que quebramos a lei. A penalidade era ser amaldiçoado por Deus.
Não existe experiência pior na existência humana. Ser amaldiçoado por Deus é o fundo do inferno. É o que nós merecemos, mas foi o que ele sofreu naquela cruz: maldição.
Foi por isso que o céu ficou escuro. Foi por isso que a terra tremeu. Foi por isso que Jesus disse: “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?”.
Para nos resgatar, ele precisava ser pendurado no madeiro como o nosso substituto. Para nos libertar, ele precisou ficar preso naquela cruz até morrer.
Jesus, através do sofrimento dele, reverteu a maldição que estava sobre nós:
• Jesus é açoitado para que você seja curado.
• Jesus é cuspido para que você seja lavado.
• Jesus é condenado para você seja justificado.
• Jesus é humilhado para você seja exaltado.
• Jesus é pregado para que você seja libertado.
• Jesus é abandonado para que você seja recebido.
• Jesus é esmagado para que você seja levantado.
• Jesus é amaldiçoado para que você seja abençoado.
O evangelho do Senhor Jesus Cristo é a única mensagem desse mundo onde o Rei é morto para que os rebeldes sejam soltos. Assim, nós recebemos a graça. E ele recebe a glória.
Ouvir Jesus dizer no seu ouvido: “Eu paguei tudo. Ninguém vai condenar você. Você está livre!” vale mais que todo o ouro desse mundo.
Ser declarado justo no tribunal de Deus pela fé em Cristo e estar livre da condenação da lei é um assunto glorioso o suficiente para cantarmos até perdermos a voz e secar nosso estoque de lágrimas.
Mas a vida DC—a vida depois de Cristo—sua vida com Cristo—é ainda melhor.
Ser libertado da escravidão do pecado é maravilhoso, mas é a primeira parte. A segunda parte é ainda melhor. O Senhor deixa o melhor para o fim.
No dia em que você crê em Cristo, você é não só RESGATADO. Você é ADOTADO.
ADOTADOS
[5] para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.
A adoção é o final. A justificação é necessária e gloriosa. A libertação do pecado é necessária e gloriosa. Mas elas não são o objetivo final da missão do nosso Salvador. O objetivo final dele indo para aquela cruz foi nos incluir na família dele.
A etapa final da missão de Jesus é ele se tornar nosso irmão e Deus se tornar o nosso Pai. Ser justificado é absolutamente glorioso, sim. Mas ser adotado é ainda mais.
Um homem chamado J. I. Packer escreveu sobre a glória da adoção em um livro chamado “O Conhecimento de Deus”, um livro que se tornou um clássico da literatura cristã.
Por favor, ouça o que esse homem de Deus diz:
A adoção é o mais alto privilégio que o evangelho oferece, maior ainda que a justificação... Na justificação, Deus declara que os cristãos... nunca serão sujeitos à morte merecida por seus pecados porque Jesus Cristo... provou a morte na cruz no lugar deles... Este presente de resgate e paz... é suficiente maravilhoso..., mas a justificação não implica um relacionamento íntimo e profundo com Deus, o juiz. Em teoria, pelo menos, você pode ter a realidade da justificação sem que, disso, resulte um relacionamento mais próximo com Deus.
Agora compare isso com a adoção. Adoção sugere a ideia de família, concebida em termos de amor; e vendo a Deus como pai.
Na adoção, Deus nos recebe em sua família e comunhão e nos estabelece como filhos e herdeiros. Intimidade, afeição e generosidade são os pontos altos desse relacionamento. Estar bem com Deus, o Juiz, é uma grande coisa, mas ser amado e protegido por Deus, o Pai, é algo muito maior [Packer, O Conhecimento de Deus, p. 248-50]
Cristão, você foi libertado do poder do pecado. Você não é mais escravo. Você está livre! Isso é maravilhoso. Mas o que Jesus fez por nós na cruz é ainda maior. Ele não só nos tirou das mãos de Satanás (primeira parte da missão). Ele nos levou para os braços de Deus (segunda e maior parte da missão).
Ele invadiu no Império das Trevas, libertou cada ovelha prisioneira, nos colocou nos ombros, e nos levou de volta para a casa do Pai.
1João 3:1—Vejam que grande amor o Pai nos tem concedido, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus.
J. I. Packer disse que o segredo da vida cristã e de uma vida que honra a Deus é dizer para você mesmo as seguintes verdades, quando você acordar, quando você for dormir, e sempre que você estiver com a mente livre e pedir para Deus capacitar você a viver como alguém que sabe que elas são absolutamente verdadeiras:
1. Eu sou um filho de Deus.
2. Deus é meu Pai.
3. O Céu é a minha casa.
4. Cada dia eu estou um dia mais perto.
5. Meu Salvador é meu irmão.
6. Todo cristão é meu irmão também.
Essa é uma maneira poderosa de lutar contra a nossa ansiedade, nosso medo e nossa tristeza. Meditar no amor adotivo de Deus por mim, quando eu acordar, quando eu for dormir, e toda a vez que minha mente vagar durante o dia.
Imagine o senso de segurança, alegria e paz que iria invadir mais vezes o nosso coração.
Estar bem com Deus, o Juiz, é uma grande coisa,
mas ser amado e protegido por Deus, o Pai, é algo muito maior.
RESGATADOS E ADOTADOS
O versículo 5 resume a missão de Jesus a 2 objetivos: nos resgatar para nos adotar. Ou, do nosso ponto de vista: resgatados e adotados por Deus.
Paulo continua descrevendo nossa vida DC (depois de Cristo). Ele dá 2 evidências de que nós já somos parte da família de Deus quando nós colocamos nossa fé em Jesus, e que não são as obras da lei que nos tornam filhos, como os judaizantes nas igrejas da Galácia queriam enganar os crentes e os legalistas querem nos enganar hoje.
Duas evidências:
PRIMEIRA EVIDÊNCIA: O ESPÍRITO
[6] E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao nosso coração...
Essa é a diferença fundamental entre o cristão e o não-cristão. Essa é A diferença que explica todas as outras diferenças entre o crente e o não-crente. A presença do Espírito Santo—que está tão ligado a Jesus, que aqui Paulo chama de o Espírito do Filho de Deus.
• É o Espírito Santo que coloca essa tristeza santa que você sente por causa do pecado e leva você ao arrependimento.
• É o Espírito Santo que coloca essa alegria santa de saber que Jesus é o seu Salvador e leva você para a cruz.
• É o Espírito que faz você entender a Palavra. É o Espírito que faz você viver a Palavra.
Você foi RESGATADO. Você foi ADOTADO. E você é também HABITADO pelo Espírito do Filho de Deus, o Espírito Santo, o eterno e bendito Deus Espírito em você.
O Espírito é o documento divino vivo que comprova a sua adoção.
E por causa desse Espírito, você experimenta também uma segunda evidência.
A primeira evidência da sua adoção: o Espírito.
SEGUNDA EVIDÊNCIA da sua ADOÇÃO: O PAI
[6] E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao nosso coração e esse Espírito clama: “Aba, Pai!”
A prova de que vocês já são filhos de Deus é que o Espírito Santo, em você, faz você clamar e chamar o Deus de Toda a Terra de Pai. “Aba, Pai!”.
“Aba” é a palavra em aramaico para “Pai”. Era como um filho chamava o pai em casa:
• “Aba, eu já terminei de limpar o que você pediu”.
• “Aba, a mamãe está perguntando se você sabe onde a minha irmã foi”.
• “Aba, eu amo você”.
“Aba” mistura os dois ingredientes da fé verdadeira: intimidade e reverência.
Sabe quem foi a primeira pessoa nos ensinou a chamar Deus de “Pai”? Nosso irmão divino e exaltado, o Filho Primogênito do Pai, o Senhor Jesus.
Quando Jesus estava no Getsêmani, no momento de maior angústia da vida dele antes da cruz, ele se prostrou no chão e foi até Deus em oração:
— Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice! Porém não seja o que eu quero, e sim o que tu queres (Marcos 14:36).
Intimidade e reverência.
E agora, pelo Espírito, por causa da nossa adoção, você pode falar com Deus da mesma maneira que Jesus fala com Deus, porque agora você também é filho. O amor que o Pai tem por Jesus é o amor que ele tem por nós.
RESGATADOS. ADOTADOS. HABITADOS pelo Espírito. E AMADOS por Deus.
RESUMO: DE ESCRAVO PARA FILHO
O versículo 7 é o resumo da sua trajetória de vida, cristão. É a ponte que você atravessa pela fé, e você sai da escravidão para a adoção:
[7] Assim, você já não é mais escravo, porém filho; e, sendo filho, também é herdeiro por Deus.
Você não é mais um escravo. Você não está mais debaixo do domínio do pecado. Nós fomos resgatados da lei, adotados por Deus, habitados pelo Espírito e feitos filhos e filhas de Deus.
E porque nós somos filhos, nós somos também herdeiros. O Céu é a nossa casa. E a cada dia, nós estamos um dia mais perto.
J. I. Packer está certo: a adoção é o maior privilégio do evangelho. Adoção nos leva para dentro da família de Deus—ele se torna o nosso Pai, e Jesus nosso irmão.
Nossa adoção deve ter milhões de efeitos em nossa vida. Eu quero terminar deixando 3 efeitos para você levar e meditar neles até que sua alma esteja enxarcada com a graça de Deus e a esperança da glória.
1. IDENTIDADE
Crente, agora você está em Cristo. Essa é sua identidade. Quando você estiver confuso ou triste ou angustiado; nas tentações e nas provações, experimente falar para você mesmo:
Eu sou um filho de Deus.
Deus é meu Pai.
Meditar no amor de Deus é uma verdade com força tal capaz de empurrar o medo e injetar paz no coração. O medo continua querendo entrar. E você continua empurrando ele para fora com a segurança de ser adotado e amado e protegido por seu Pai que está nos céus.
Além da nossa nova identidade na adoção, agora nós temos também:
2. LIBERDADE
Crente, você não é mais escravo. Você agora é um filho de Deus. Você tem o Espírito de Deus. Você está livre. Livre para não pecar.
Você foi resgatado do Egito. Aquele Faraó chamado pecado não tem mais domínio sobre você. Você não está preso aos seus pecados do passado. Agora, você pode mudar. Agora, você pode crescer em santidade. Você está finalmente livre!
Agora você tem o Espírito para praticar novos hábitos espirituais e abandonar antigos hábitos carnais. Antes, você não podia. Mas agora, você pode!
Agora, você pode ser uma pessoa que cresce em “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (5:22).
O período AC—o tempo de domínio do pecado sobre você—ficou para trás. As correntes do pecado foram quebradas. Agora saia correndo por esse mundo, livre, amando as pessoas, se arrependendo e crendo, e trazendo glória ao seu Libertador.
Como não viver para honrar aquele que sofrer e morreu para nos salvar?
Christen estava contando que ela começou a estudar a Bíblia com algumas mulheres e pediu para elas lerem até o capítulo 2 de Marcos. Na semana seguinte, uma das mulheres chegou no estudo e disse: “Eu já li tudo. Eu não consegui parar. Eu li o evangelho de Marcos todo. E eu vou dizer uma coisa: ‘Esse Jesus é incrível!’”.
Ele é. Ele é incrível. Incomparável. Invencível. A sabedoria dele. O poder. A compaixão. O amor. Ele é incrível. Ele é digno de toda a nossa devoção e adoração.
Identidade. Liberdade. Terceiro fruto da nossa adoração:
3. COMUNIDADE
O que é a igreja? O que é a IBJM? É a família dos filhos adotados de Deus. Na família de Deus, um filho é natural: Jesus. Ele é divino. Todos nós fomos adotados. Isso cria um senso de amor entre nós. Nós temos uma história em comum.
A pessoa que está do seu lado e que está em Cristo teve a mesma experiência que você. Ela também era uma escrava do pecado. E ela também foi resgatada por ele, seu irmão e Salvador Jesus. Foi o mesmo Príncipe da Paz que salvou vocês. O seu Pai Celeste é o Pai dela também. Nós somos irmãos e irmãs em Cristo.
Meu Salvador é meu irmão.
Todo cristão é meu irmão também.
Vocês receberam a mesma herança e vão viver no mesmo reino. Para sempre. Agora nós olhamos um para o outro como ex-escravos adotados pelo mesmo Pai, para viverem juntos para honrar o nome do nosso Libertador, Salvador e Rei Jesus.
CONCLUSÃO
Filho de Deus, filha de Deus, Deus quer nos mostrar que nós somos filhos dele, não porque nós fizemos por merecer. Não porque nós conseguimos obedecer a lei. Nós somos filhos dele porque ele olhou para nós com compaixão e escolheu nos adotar.
O Deus Todo-Poderoso, o Deus que criou os céus e a terra a partir do nada pela Palavra dele, o Deus que está em todo lugar com todo o poder, sabedoria e amor, o Deus que enviou o Filho dele para resgatar você, esse Deus é seu Pai.
Vejam que grande amor o Pai nos tem concedido, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus (1João 3:1).
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