Jó 34-35: Qualificado Para o Trono
- Pastor Alex Daher

- há 6 horas
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Série em Jó: Sofrimento Soberano 21 de Junho de 2026 – IBJM
Martyn Lloyd-Jones foi um pastor na Inglaterra. Ele nasceu em 1899 e foi para a glória se encontrar com o Senhor em 1981. O Senhor se agradou de usar Martyn Lloyd-Jones de muitas maneiras, mas como todo cristão em sua peregrinação nesse mundo, ele teve seus dias de escuridão emocional.
Em uma dessas temporadas de deserto espiritual, com a alma mais seca, Deus enviou os escritos de um outro homem de Deus chamado Richard Sibbes, que também foi pastor na Inglaterra, mas 300 anos antes—em 1600s.
Martyn Lloyd-Jones (quando ele tinha 70 anos) deu o seguinte testemunho sobre Richard Sibbes:
Richard Sibbes foi um bálsamo para a minha alma em um período da minha vida em que me via esgotado e extremamente exausto e, por isso, estava especialmente vulnerável aos ataques do diabo.
Lloyd-Jones disse que Deus usou as palavras de Richard Sibbes para “me aquietar, acalmar, confortar, encorajar e curar”.
É o que Jó está precisando nesse momento. É o que nós precisamos tantas vezes nessa vida. Nós precisamos de Richard Sibbes e Eliús nos lembrando do que Deus disse no Salmo 46:
Aquietem-se e saibam que eu sou Deus (Salmo 46:10).
Deus pode aquietar nosso espírito agitado e esgotado como o de Jó. Deus sabe o remédio certo e a dose exata que nós precisamos para termos nossa saúde espiritual e nossa sanidade emocional restaurada. A obra de Deus em Jó—e em nós—ainda não acabou.
Eliú terminou o primeiro discurso no capítulo 33. Ele deu oportunidade para Jó falar. Veja:
Jó 33:32—Se você tem alguma coisa a dizer, diga;
fale, porque gostaria de lhe dar razão.
Mas Jó não quis falar nada.
O capítulo 33 começa com:
[1] Eliú disse mais:
Jó gritou: “Deus não faz nada. Deus não fala nada! Deus está em silêncio!”.
Agora é a hora de Jó ficar em silêncio e absorver as palavras de Eliú e começar a se aquietar.
O Senhor está trabalhando no coração de Jó. O processo de humilhação santa em Jó começou. Jó é crente. Mas ele está doente. Fisicamente, também. Mas especialmente, espiritualmente.
Hoje nós vamos ver mais dois discursos de Eliú. Ele usa a mesma estrutura do discurso que vimos no domingo passado.
1. Apelo
2. Alegação de Jó contra Deus
3. Refutação de Eliú contra Jó (e a favor de Deus)
4. Apelo
CAPÍTULO 34: SEGUNDO DISCURSO
Eliú começa apelando para ser ouvido:
1. APELO: ESCUTEM! (34:2-4)
[2] “Vocês que são sábios,
ouçam as minhas palavras;
vocês que são instruídos,
escutem o que vou dizer.
[3] Porque o ouvido avalia as palavras,
assim como o paladar prova a comida.
Jó também tinha usado essa ilustração (Jó 12:11). Como nossa língua tem papilas gustativas que discernem o sabor, nossos ouvidos (ou nossa mente) discerne o sabor das palavras—se elas são boas ou ruins.
Eliú se apoia nessa experiência humana universal e apela:
[4] Escolhamos para nós o que é direito;
conheçamos entre nós o que é bom.”
Esse é o apelo de Eliú: por favor, escutem porque eu escolhi o alimento bom que vem do Senhor.
2. ALEGAÇÃO DE JÓ (34:5-9)
[5] “Porque Jó disse: ‘Sou justo,
e Deus tirou o meu direito.
[6] Apesar do meu direito,
sou considerado mentiroso;
a minha ferida é incurável,
embora não tenha cometido nenhum pecado.’”
Eliú está sendo um repórter fiel.
Esse é um resumo justo do que Jó disse. Jó disse que ele é justo várias vezes. E ele também disse também que Deus tirou o direito dele—que Deus não trata a ele com justiça.
A implicação do que Jó disse é que Deus está sendo injusto de fazer Jó passar por todo esse sofrimento. Jó está dizendo: “Eu sou justo. Deus, não”.
Eliú não consegue mais ouvir o nome de Deus ser atacado. Ele é intenso na repreensão a Jó:
[7] “Será que existe outro homem semelhante a Jó
que bebe a zombaria como se fosse água?
[8] Ele segue o caminho dos que praticam a iniquidade
e anda com homens perversos.
[9] Pois disse: ‘De nada adianta ao homem ter o seu prazer em Deus.’”
Eliú está falando a verdade. Jó realmente chegou a dizer que não adianta ter prazer (ter fé) em Deus porque ele destruir todo mundo, como se Deus fosse injusto e não tivesse critério nenhum para salvar e julgar as pessoas.
Eu vou ler um trecho do que Jó disse no capítulo 9:
Eu sou íntegro, mas não me importo comigo, não faço caso da minha vida. Para mim, é tudo a mesma coisa; por isso, digo: [Deus] destrói tanto os íntegros como os perversos. Se um flagelo mata de repente, [Deus] rirá do desespero dos inocentes (Jó 9:21-23).
Deus rirá do desespero dos inocentes. “Que isso, Jó!?”. De que deus você está falando?
Jó é crente, mas ele está doente. Jó é um adorador verdadeiro do Senhor, mas ele disse coisas falsas—absurdamente falsas—sobre Deus. As alegações de Jó contra Deus são graves.
“Não adianta confiar em Deus. Olha o que ele faz com quem ama a ele!”
Matthew Henry, um pastor puritano do século XVIII, chamou essas falas de Jó de “expressões indecentes”. Essa é uma boa expressão para as palavras de Jó: “expressões indecentes”.
Eliú usa um vocabulário parecido com o de Elifaz—o que faz algumas pessoas pensarem que Eliú tem o mesmo problema dos 3 amigos de Jó, acusando Jó injustamente. O que Elifaz disse para Jó é realmente parecido:
Jó 15:16—quanto menos o homem, que é abominável e corrupto, que bebe a iniquidade como a água!”
Não é isso que Eliú está dizendo. Veja o final do versículo 7. Ele não diz que Jó bebe iniquidade.
[7] (...) que bebe a zombaria como se fosse água?
E ele explica no versículo 9 qual é a zombaria. O que Jó disse (falou) contra Deus.
As semelhanças existem, mas as diferenças são maiores. Os 3 amigos de Jó acusam Jó de ter praticado muita iniquidade e por isso ele está sofrendo. Eliú se concentra nas palavras de Jó (zombaria) contra Deus depois do sofrimento.
Eliú está sendo intenso com Jó, é verdade. Como Deus também será intenso com Jó a partir do capítulo 38. Como Isaías foi intenso com Israel diante da rebeldia deles. Como Jesus e os apóstolos foram intensos em algumas situações.
Às vezes, o amor é intenso. Especialmente quando são ditas coisas indecentes contra Deus. A intenção de Eliú com a intensidade é boa. Eliú é um instrumento de Deus para aquietar e curar Jó.
3. REFUTAÇÃO DE ELIÚ (34:10-33)
Eliú, o defensor da glória do Senhor, precisa ajudar Jó a colocar os pensamentos sobre Deus no lugar. Jó está indo por um caminho perigoso. Eliú quer resgatar Jó como um pastor vai buscar uma ovelha que se desgarrou e precisa voltar para o aprisco.
A acusação de Jó contra Deus se concentra na justiça (ou na injustiça) de Deus. Jó dizendo que Deus não está governando como deveria. Deus não está qualificado para ocupar o trono do Universo.
Falando assim, parece muito forte. Mas é isso que Jó está dizendo.
A APLICAÇÃO DA MURMURAÇÃO
Uma coisa, então, que nós precisamos fazer é parar e nos perguntar:
“Eu estou bebendo dessa zombaria também?
Eu estou respondendo ao meu sofrimento como se Deus fosse injusto?
Como se eu pudesse governar o mundo e a minha vida melhor do que Deus?
Eu sou uma pessoa que se submete a Deus, mesmo quando o que acontece na minha vida é diferente do que eu imaginei?”
Existe um tipo de espírito murmurador que nós podemos desenvolver que não casa com um cristão que tem um Salvador tão maravilhoso.
Um tipo de espírito murmurador que está sempre reclamando da vida, reclamando das pessoas, reclamando do trabalho, reclamando da igreja, reclamando do mundo, reclamando de tudo o que não é do que jeito que eu acho que deveria ser.
No livro de Judas, a Palavra de Deus descreve os falsos mestres dizendo:
Esses tais são murmuradores, pessoas descontentes que andam segundo as suas paixões (Judas 16).
Toda murmuração, por trás, traz uma acusação contra Deus: “Eu faria melhor. Se fosse eu governando, eu faria diferente e melhor”.
Nós precisamos, com a ajuda do Espírito Santo, nos esvaziar desse tipo de insatisfação pecaminosa e nos enchermos de gratidão piedosa.
Povo de Deus, nós não somos murmuradores. Nós somos adoradores.
• Existe espaço para ficarmos insatisfeitos com o pecado.
• Existe espaço para lamentarmos por coisas tristes.
• Mas não pode existir espaço para murmurarmos da vida.
• Não pode existir espaço para acusarmos Deus de ser injusto e não nos dar o que nós merecemos.
Mas o sofrimento cria essa tentação. É o que está acontecendo com nosso irmão na fé chamado Jó. Que o Senhor mande Richard Sibbes e Eliús e a Palavra dele para nos tirar desse caminho perigoso e nos levar de volta para o aprisco da verdade.
Eliú irá provar que Deus está qualificado. Deus está perfeitamente e infinitamente e divinamente qualificado para se sentar no trono como grande Rei e governar nossa vida, nossa família, nossa igreja, nosso país, nosso mundo, e o Universo que ele criou.
Jó alega que Deus não está sendo justo. Eliú vai se concentrar na justiça de Deus e provar com 4 atributos de Deus que ele está qualificado para governar o mundo com justiça—para a glória dele E para o nosso bem.
1. BONDADE. SEU DEUS É BOM (VV. 10-12)
[10] “Por isso, vocês que têm entendimento, me escutem:
longe de Deus o praticar ele a maldade,
e longe do Todo-Poderoso o cometer injustiça.
[11] Pois Deus retribui ao homem segundo as suas obras
e paga a cada um conforme o seu caminho.
No 12 ele repete o que ele disse no versículo 10:
[12] Na verdade, Deus não pratica o mal;
o Todo-Poderoso não perverte o direito.
O Todo-Poderoso nunca faz nada injusto porque ele é bom. “Longe de Deus o praticar a maldade”. É impossível Deus fazer algo mal.
Eu vi esses dias um vídeo de um cantor em um diálogo com a igreja:
Ele dizia: “Deus é bom”.
E as pessoas respondiam: “O tempo todo”.
O cantor dizia: “O tempo todo”,
e as pessoas diziam: “Deus é bom”.
Deus é bom o tempo todo. O tempo todo, Deus é bom.
É uma verdade simples. Mas é uma verdade que tem força para afetar nosso coração agitado e cansado.
Uma verdade que Jó precisa pregar para Jó nesse tempo de angústia, eu preciso pregar para mim e você precisa pregar para você.
Geralmente, o que nós mais precisamos em nosso sofrimento não é de uma verdade nova que nós não conhecíamos. Nós precisamos nos agarrar a uma antiga verdade com fé renovada.
Deus é bom o tempo todo. Deus é bom quando tudo vai bem. Deus é bom quando tudo vai mal. O tempo todo, Deus é bom.
Deus é bom quando você está rindo. Deus é bom quando você está chorando.
A bondade de Deus não é como a maré: às vezes alta, às vezes baixa.
A bondade de Deus é como o Monte Everest: firme, alto, constante.
A quantidade de fé que nós temos na bondade de Deus pode variar, mas deixe-me lembrar você de uma coisa: a quantidade da bondade de Deus que ele derrama na sua vida não varia.
Bondade é um atributo de Deus. E por isso, ele se qualifica para se sentar no trono e reinar.
2. SOBERANIA. SEU DEUS É SOBERANO (VV. 13-17)
Eliú tem duas perguntas com uma mesma resposta:
[13] Quem lhe entregou [a Deus] o governo da terra?
Quem lhe confiou o universo?
Ninguém. Ninguém entregou o governo da terra a Deus. Deus governa por direito—ele é o Criador. Não existe um outro deus que criou o mundo e depois pediu para Deus: “Você pode cuidar para mim?”
Deus é o Governante absoluto—soberano, supremo e sozinho.
Ninguém acima dele. Ninguém no mesmo nível de autoridade do que ele.
Nem Lula. Nem Trump. Nem as Nações Unidas. Deus reina.
Sem competidores. Sem iguais. E sem precisar de ajuda, obrigado.
Mas Jó já não sabe disso? Jó não já sabe que Deus é soberano? Ele sabe. Quando ele perdeu os filhos, ele não disse: “o Senhor o deu, mas Satanás o tomou. Ele disse:
O SENHOR o deu e o SENHOR o tomou (Jó 1:21).
E ele bendisse o nome do Senhor (Challies, Seasons of Sorrow, 29).
Jó sabe que Deus é absolutamente soberano sobre os desastres e as doenças e o diabo e todas as dificuldades que ele está enfrentando. Ele sabe, mas ele está se esquecendo.
Não é exatamente o que está acontecendo comigo quando eu fico preocupado?
O que está acontecendo com o nosso coração quando nós ficamos ansiosos?
Eu me distraio ao ponto de me esquecer que o meu Deus está no trono governando com soberania absoluta sobre o mal e bondade infinita sobre mim.
Sempre, mas especialmente nesses momentos, quando o meu coração está agitado e exausto, eu preciso de um Eliú. Eu preciso do Espírito trazendo à minha mente que Deus é Deus—que ele é soberano E bom. Esses dois atributos precisam viver abraçados na minha mente.
UM BENDITO TRAVESSEIRO [293]
Eu comecei essa série em Jó falando de um homem chamado Tim Challies. Tim Challies é um cristão que pouco anos atrás perdeu o filho dele, Nick, de 20 anos. Nick estava praticando esporte com os amigos do seminário e caiu morto. De repente. Do nada. Deus levou o Nick.
Tim Challies, o pai, disse o seguinte de como ele estava processando a morte do filho:
Se há algum travesseiro em que eu esteja repousando a cabeça nestes dias, é o travesseiro da bondade de Deus. Continuo dizendo: "Deus é bom o tempo todo".
Talvez eu diga isso com tristeza, perplexidade e uma fé incompleta. Talvez eu diga isso como uma pergunta: "Deus é bom o tempo todo, certo?". Mas estou dizendo.
Não entendo necessariamente como Deus é bom nisso, ou por que levar meu filho é coerente com a bondade dele, mas sei que é. Se a morte de Nick não foi uma falha na soberania de Deus, também não foi uma falha na bondade dele.
Se não houve um momento em que Deus deixou de ser soberano, não há um momento em que Ele deixou de ser bom — bom para comigo, bom para minha família, bom para Nick, bom segundo a Sua perfeita sabedoria. Deus não pode não ser bom! (Challies, Seasons of Sorrow, 29).
Povo de Deus, que sua mente agitada descanse nesse bendito travesseiro que tem a espuma da soberania e da bondade do seu Deus. “Deus não pode não ser bom”.
Eliú agora cria uma possibilidade impossível para mostrar para Jó o absurdo de questionar o direito de Deus reinar. A possibilidade que ele cria é:
[14] Se Deus pensasse apenas em si mesmo [se ele não fosse bom]
e fizesse voltar para si o seu espírito e o seu sopro,
[15] toda a humanidade morreria ao mesmo tempo,
e o homem voltaria para o pó.”
Esse é o tamanho da nossa dependência de Deus e o tamanho da soberania de Deus sobre nós.
Agora vem com conclusão de Eliú para Jó e para nós:
[16] “Portanto, se você tem entendimento, escute isto;
dê ouvidos ao som das minhas palavras.
[17] Se Deus odiasse o direito [como Jó está dizendo], será que poderia governar?
E será que você quer condenar aquele que é justo e poderoso? [como Jó está fazendo].
Deus irá fazer a mesma pergunta para Jó daqui a pouco:
Será que você [Jó] está querendo anular a minha justiça?
Ou me condenará, para se justificar? (Jó 40:8).
Jó está confuso. Um tipo de confusão pecaminosa e perigosa. O sofrimento embaralha os nossos pensamentos sobre Deus e o resultado nunca é bom. Nós questionamos Deus ou, pior, condenamos Deus—“o Senhor está reinando de forma injusta”.
Está certo vasos de barro acusarem o oleiro de estar errado?
Deus não vai deixar Jó—um filho que ele tanto ama—continuar nessa direção.
Deus não vai deixar você, crente, continuar nessa direção, se você começar a se desviar do caminho da fé que leva a glória.
4 atributos: bondade, soberania.
3. IMPARCIALIDADE. SEU DEUS É IMPARCIAL (VV.18-20)
E por isso ele está qualificado para o trono:
[18] Será que alguém diria a um rei: ‘Você não vale nada!’?
Ou diria aos príncipes: ‘Seus perversos!’?
Não, ninguém em sã consciência diria essas coisas.
[19] Quanto menos dirá isso àquele que não privilegia os príncipes,
e que não favorece o rico em prejuízo do pobre;
porque todos são obra de suas mãos.
[20] De repente, morrem; no meio da noite,
as pessoas são abaladas e passam,
e os poderosos são levados por uma força invisível.
Governantes humanos podem privilegiar pessoas por interesse próprio. Eles podem fechar os olhos para pecados de pessoas ricas ou poderosas por algum tipo de pressão ou benefício.
Com o Deus Todo-Poderoso, não. Deus não fica inibido com os ricos e poderosos desse mundo. Ele irá julgar a todos com justiça perfeita, isso nós podemos ter certeza.
Hoje em dia, ladrões de galinha são presos enquanto políticos corruptos vivem soltos.
Naquele grande dia, no grande Dia do Juízo, Elon Musk estará do lado do mendigo das ruas do centro de Sumaré. Os dois serão julgados com justiça divina.
Um juiz precisa ser imparcial para julgar com justiça. Deus é.
Quarto atributo:
4. ONISCIÊNCIA. SEU DEUS É ONISCIENTE (VV. 21-28)
E um Deus onisciente—que sabe tudo—está perfeitamente qualificado para reinar sobre nossa vida e nosso mundo:
[21] Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem
e veem todos os seus passos.
Não tem nada que alguém pense, sinta ou faça que Deus não sabe. Deus tem acesso completo a todos os seres humanos.
[22] Não há trevas nem sombra profunda o bastante,
onde os que praticam a iniquidade possam se esconder.
[23] Pois Deus não precisa observar o homem por muito tempo
antes de o fazer comparecer em juízo diante dele.
O versículo 25 diz que Deus:
[25] (...) conhece as obras deles; [dos homens]
Juízes e líderes e governantes podem cometer erros. Eles podem ser injustos por falta de informação. Isso acontece mais vezes do que nós sabemos.
A JUSTIÇA É CEGA
m 1975, um homem chamado Ricky Jackson ficou 40 anos preso por um crime que ele não cometeu. 40 anos. Ele foi preso injustamente quando ele tinha 18, e libertado com 57 anos. Ele foi acusado de matar um homem em uma farmácia. A única testemunha que a polícia tinha era um menino de 12 anos que disse que viu.
Quase 40 anos depois, com peso na consciência, o menino de 12 anos—agora com 50, confessou que ele não viu nada. Ele estava no ônibus da escola há 2 quarteirões do crime, mas ele foi coagido e manipulado para mentir e falar que viu o que ele, na verdade, não viu.
O juiz, sem a informação certa, julgou errado. Mas não só os juízes. Todos nós podemos fazer erros de julgamento por falta de informação. Tomamos decisões erradas que, se nós tivéssemos acesso a mais dados, nós tomaríamos um decisão diferente.
Com Deus, isso nunca aconteceu e nunca vai acontecer. Ele é onisciente. Ele sabe todas as coisas sobre todas as pessoas.
Como é bom saber que o Juiz do Universo sabe tudo e irá fazer justiça. Que esperança e segurança você pode ter quando você é injustiçado: os olhos de Deus estão vendo. Ele conhece tudo. Ele irá julgar.
[28] e assim fizeram com que o grito dos pobres subisse até Deus,
e este ouviu o lamento dos aflitos.”
Deus ouve o lamento dos aflitos. Às vezes, ele faz justiça ainda nessa vida. Sempre, ele fará justiça quando Jesus voltar.
Mas é difícil para nós lidar com essa espera—o tempo entre o grito de ajuda e o momento em que Deus age. Esse silêncio de Deus, essa falta de ação de Deus, está deixando Jó inconformado—agitado e exausto. E muitas vezes, nós ficamos também.
Depois dos 4 atributos de Deus—Deus é (1) bom, (2) soberano, (3) imparcial e (4) onisciente—Eliú termina lidando com a “velocidade de Deus”.
5. A VELOCIDADE DE DEUS (vv. 29-30)
A velocidade em que Deus age.
[29] “Se ele [Deus] se calar, quem o condenará? [Como Jó está fazendo!]
Se encobrir o rosto, quem poderá vê-lo?
Mas ele está acima dos povos e das pessoas,
[30] para que o ímpio não reine,
e não haja quem iluda o povo.”
Às vezes, Deus parece estar escondido. Às vezes, parece que Deus está quieto. É só olhar para esse mundo e ver a quantidade de maldade que Deus, aparentemente, não está fazendo nada.
E uma conclusão que nós podemos chegar é que Deus está sendo lento. Devagar demais para falar e fazer alguma coisa.
O argumento de Eliú aqui—esse defensor da glória de Deus—é que ninguém pode condenar Deus quando ele parece lento para falar e para julgar.
Mesmo quando não estamos vendo o que Deus está fazendo, ele continua trabalhando. Ainda que pareça que ele está demorando, ele irá julgar “[30] para que o ímpio não reine”.
Ele sabe o tempo certo para falar e fazer. Esperar é difícil. Mas durante a espera, nós não podemos acusar Deus dizendo que ele está sendo negligente ou lento.
Condenar Deus porque ele está aparentemente atrasado para agir é errado. É pecado. E é o que Jó está fazendo. E a maneira como lidamos com o pecado é nos arrependendo. É assim que Eliú termina esse discurso: chamando Jó para se arrepender.
Depois do (1) apelo, da (2) alegação de Jó contra Deus, da (3) refutação de Eliú contra Jó, Eliú termina apelando para Jó reconhecer que ele disse o que não deveria contra Deus.
4. APELO DE ELIÚ PARA JÓ (34:31-37)
Esses versículos são difíceis de traduzir e entender. A NAA começa o versículo 31 como se fosse uma hipótese: “Se”.
Uma outra maneira de entender é como se Eliú estivesse dizendo para Jó o que Jó deveria dizer para Deus (Hartley, Job, 459).
Em vez de:
[31] “Se alguém se dirige a Deus, dizendo:
Seria:
[31] “Dirija-se a Deus, dizendo:
[31] (...) ‘Sofri, não vou pecar mais;
[32] ensina-me o que não consigo ver;
se cometi injustiça, jamais voltarei a praticá-la’,
Eliú está chamando Jó a admitir que falou o que não deveria para Deus e que ele deve se arrepender. Que é o que Jó irá fazer daqui a uns capítulos.
No versículo 33, Eliú nos lembra que Deus é livre e Jó não pode exigir coisas de Deus como ele está fazendo.
[33] será que Deus deve recompensá-lo
segundo o que você quer ou não quer?
No final do versículo, Eliú fala de forma pessoal a Jó. As duas últimas linhas:
[33] (...) Escolha você [Jó], e não eu [Eliú];
diga o que você sabe; fale’?
Na última linha, o ponto de interrogação poderia vir antes:
Diga, o que você sabe? Fale.”
O que nós pensamos e falamos para Deus é sério. Intimidade com Deus é bom. Irreverência, não. Expressões indecentes contra Deus não são aceitáveis para se dirigir àquele que está no trono.
Eliú se vira para aqueles que estão ouvindo e diz:
[34] “Os homens que têm entendimento me responderão,
o sábio que me ouve dirá:
[35] ‘Jó falou sem conhecimento,
e nas palavras dele não há sabedoria.’
Esse diagnóstico de Eliú é o mesmo diagnóstico que Deus irá fazer de Jó e, no final do livro—depois de se arrepender do que falou contra Deus—é o mesmo diagnóstico que Jó irá fazer dele mesmo.
Jó vai dizer:
“Na verdade, falei do que eu não entendia”. (Jó 42:3).
Mas Jó ainda não chegou nesse ponto. O Espírito Santo está trabalhando em Jó. Ele é quem nos convence do pecado. Esse é o desejo de Eliú, e por isso, Eliú diz:
[36] Quem dera Jó fosse provado até o fim,
porque ele respondeu como homem iníquo.
[37] Pois ao seu pecado acrescenta rebelião;
entre nós, em tom de zombaria, bate palmas
e multiplica as suas palavras contra Deus.”
Eliú é bem diferente dos 3 amigos de Jó. Eliú leva a discussão para outra direção. Os amigos de Jó diziam que Jó é um homem iníquo—que pratica iniquidade.
Eliú se concentra nas palavras de Jó (Talbert, Beyond Suffering, 183).
Eliú fala que Jó respondeu COMO um homem iníquo, como Jó disse para o esposa no início quando ela disse para Jó: “Amaldiçoe a Deus e morra!” e Jó disse, “Você fala como uma louca”, e não “você é louca”.
Jó está acusando Deus de não ser qualificado para se sentar no trono. Que audácia! Quem somos nós para dizer como Deus deve governar?
Eliú é um instrumento de Deus para trazer arrependimento a Jó. Jó um crente verdadeiro. Mas às vezes, crentes verdadeiros, no meio da tribulação, pensam e falam coisas falsas sobre Deus.
Mas Deus não vai deixar Satanás levar Jó para o lado dele. Assim como Jesus disse para Pedro:
Simão, Simão, eis que Satanás pediu para peneirar vocês como trigo! (Lucas 22:31).
Sacudir violentamente como é feito com o trigo (Bíblia de Estudo NAA, 1888).
Mas Jesus continuou:
Eu, porém, orei por você, para que a sua fé não desfaleça (Lucas 22:32).
Jesus não vai deixar sua fé desfalecer—morrer. Você pode ser sacudido, crente, como Jó e como Pedro. A terra do pecado que estava no fundo do seu coração pode sujar sua santidade, como aconteceu com Pedro, que negou o Senhor 3 vezes, e como está acontecendo com Jó, que disse coisas absurdas contra Deus.
Mas Jesus não vai deixar Satanás arrancar vocês das mãos dele. No final, Jesus sempre vence.
Como é bom saber o resultado final!
Você luta pela sua fé, sabendo que ela não vai desfalecer. O mesmo Jesus que orou por Pedro é o Jesus que ora por nós—que intercede por nós, que vai fazer o que for necessário para que você ande em arrependimento e fé até o fim.
É essa obra da graça que Jó está experimentando e todos nós, crentes incompletos com fé incompleta, experimentamos.
Jó está ouvindo tudo o que Eliú está falando. Ele não interrompe. Ele não se justifica. Mas ele ainda não chegou no lugar que Deus quer trazer Jó: aquele lugar de humilhação santa onde o pecado se torna a pior coisa do mundo e a graça de Deus é melhor do que a vida.
Eliú não terminou com Jó porque Deus não terminou ainda de lidar com Jó.
CAPÍTULO 35: TERCEIRO DISCURSO
Nesse terceiro discurso, Eliú pula o apelo inicial de “escutem-me!”. Ele vai direto para a:
1. ALEGAÇÃO DE JÓ (35:1-3)
[1] Eliú disse ainda:
[2] “Você acha que é justo dizer:
‘A minha justiça é maior do que a de Deus’?
Eliú é um repórter fiel. Ele não está inventando nada. Jó realmente falou com Deus como se ele fosse mais justo do que Deus. É um enorme atrevimento, mas Jó disse.
O versículo 3 também reflete as palavras de Jó:
[3] Porque você diz: ‘De que me serviria ela?
Que proveito tenho, se eu não pecar?’
Não adianta nada temer a Deus e ser piedoso se, no final, olha o que acontece! Olha esse sofrimento! Olhe o que Deus fez comigo!
Não é que Jó prefere pecar do que ser santo (Talbert, 184). É que Jó sente que Deus não está tratando a ele com a justiça e a bondade que ele espera de um Deus que se diz justo e bom.
Eu confio em Deus e vivo para ele, e olha o sofrimento terrível que ele traz na minha vida!
Existem resquícios de incredulidade no coração de Jó (e no nosso) que Deus precisa tratar. Eliú cita a alegação de Jó contra Deus. Agora vem a refutação de Eliú contra Jó:
2. REFUTAÇÃO DE ELIÚ (35:4-13)
[4] Eu darei a resposta a você
e aos seus amigos também.
Eles estão na porta da cidade, ao ar livre. Jó está ali. Os amigos de Jó também. E provavelmente outras pessoas ouvindo.
Eliú aponta para cima e diz:
2.1 A TRANSCENDÊNCIA DE DEUS E AS AÇÕES DOS HOMENS (35:4-8)
[5] Olhe para o céu [onde Deus habita] e veja;
contemple as altas nuvens acima de você.
[6] Se você peca, que mal causa a Deus?
Se as suas transgressões se multiplicam,
que prejuízo isso poderia trazer a ele?
[7] Se você é justo, o que está dando a ele
ou o que ele recebe da sua mão?
Eliú está usando mais um atributo de Deus. Deus é transcendente (Talbert, 183). Não tem nada que aconteça na terra que possa fazer Deus ser mais Deus ou tornar Deus menos Deus. Deus é imutável—ele não aumenta nem diminui. O Criador não depende de nada na criação. Ele transcende o universo.
Nesse sentido:
• Versículo 6 (do lado negativo), os pecados que as pessoas cometem não causam prejuízo a Deus. As pessoas podem roubar, matar, blasfemar e fazer o que quiserem, Deus permanece intacto em sua glória. Sem nenhum prejuízo.
• Versículo 7 (do lado positivo), nosso bom comportamento, nossas boas obras, não deixam Deus mais rico ou maior. Ele já é infinitamente perfeito. Ele não está precisando de nada para se tornar melhor. Ele é Deus.
Por isso, o versículo 8 é o resumo e a conclusão:
[8] A sua impiedade só pode fazer mal ao homem;
e a sua justiça só pode dar proveito ao filho do homem.
Nós somos afetados se nós pecamos ou vivemos em piedade. As pessoas a nossa volta são afetadas—muito afetadas—se nós pecamos ou amamos. Mas nosso pecado não pode danificar o ser de Deus e nossas obras não podem comprar Deus para colocá-lo em dívida conosco.
• Isso não significa que Deus não se importe em como nós vivamos.
• Também não significa que nossas atitudes não afetem nosso relacionamento com Deus.
O ponto de Eliú—e da boa teologia—é dizer que Deus está acima da criação e nada nesse mundo pode retirar ou acrescentar alguma coisa a divindade de Deus.
Nenhum de nós pode dizer para Deus: “Eu vou me comportar bem para o Senhor me dar o que eu tanto quero”, como um pai promete um envelope do álbum da copa no final do dia se o filho obedecer.
Com Deus, não é assim. Ele é o Criador exaltado, nós somos as criaturas.
O que Eliú está fazendo aqui é colocando Jó de volta no lugar dele. Eliú está basicamente dizendo:
“Jó, não é você que está no trono, meu irmão. É ele. Nós estamos aqui embaixo. Ele está lá em cima”.
Às vezes, é o que nós mais precisamos. Querer disputar o trono com Deus nunca dá certo—nunca nos dá paz e é sempre pecado.
Depois de lidar com as nossas ações, Eliú agora vai lidar com as nossas orações.
Depois de dizer que Deus é transcendente e não tem obrigação de responder às nossas ações como nós queremos, Eliú vai falar que Deus é justo e não tem obrigação de responder às nossas orações quando elas não são feitas da maneira correta.
Eliú agora vai refutar a alegação de Jó—de que não adianta viver em santidade porque Deus não responde—falando da:
2.2 A JUSTIÇA DE DEUS E AS ORAÇÕES DOS HOMENS (35:9-13)
[9] “Por causa das muitas opressões, as pessoas clamam;
clamam por socorro contra o braço dos poderosos.
Essa é a situação que Eliú está criando em nossa mente: uma pessoa que está sendo oprimida e clamando por socorro.
Deus é cheio de misericórdia e salva aqueles que vão até a ele com fé.
Mas o que Eliú quer que Jó e nós entendamos é que Deus não tem nenhuma obrigação de responder a um clamor se essa pessoa se aproxima dele errado, só porque ela está sofrendo.
Aqueles que estão sofrendo clamam, mas...
[10] Mas ninguém diz:
‘Onde está Deus, que me fez,
que inspira canções de louvor durante a noite,
[11] que nos ensina mais do que aos animais da terra
e nos faz mais sábios do que as aves dos céus?’
Muitos clamam, pedem ajuda a Deus, mas não reconhecem quem Deus é—que é ele quem nos faz mais sábios que o restante da criação (sejam animais na terra ou aves no céu).
Muitas pessoas clamam a Deus, mas elas realmente não se importam com Deus. Elas querem o conforto, mas não querem o Deus Confortador (Talbert, 186).
Essa pergunta do versículo 10 não é uma pergunta para adquirir informação: “Onde está Deus?”. É uma pergunta para adquirir comunhão—relacionamento. “Onde está o meu Deus, que me fez—eu quero a presença dele?”.
Querer as benção de Deus sem querer Deus é ofensivo a Deus.
[12] Clamam, porém ele não responde,
Agora é a causa do silêncio de Deus:
[12] (...) por causa da arrogância dos maus.
[13] Só gritos vazios Deus não ouvirá;
o Todo-Poderoso não lhes dará atenção.”
Eliú termina aplicando e apelando a Jó.
3. APELO DE ELIÚ PARA JÓ (35:14-16)
[14] “Jó, ainda que você diga que não o vê,
a sua causa está diante dele;
por isso, espere em Deus.
[15] Mas agora, porque Deus na sua ira não está punindo,
nem fazendo muito caso das transgressões,
[16] você abre a sua boca com palavras vazias,
amontoando frases sem sabedoria.”
Eliú está chamando Jó a não ir até Deus irritado, mas sim, quebrantado. Enquanto Jó (ou nós) nos aproximamos de Deus com arrogância, ele não deve esperar que Deus responderá.
Deus é um Deus que ouve orações! Ele é!
Salmo 65:2—Ó tu que escutas a oração, a ti virão todas as pessoas.
1João 5:14—E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.
Jeremias 29:12—Então vocês me invocarão, se aproximarão de mim em oração, e eu os ouvirei.
Deus ouve orações. O que Eliú está dizendo é que existe uma diferença gigante entre o clamor de um coração humilde e o gritos vazios de um espírito arrogante—exigindo que Deus faça alguma coisa.
Quem está no trono é ele, não nós.
Deus está tirando Jó do caminho do orgulho.
As palavras de Eliú não são macias, mas elas são necessárias.
Provérbios 27:5-6—Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama...
São palavras que ferem para nos curar. Elas são feitas por quem ama. Às vezes, é o que nós precisamos para voltarmos a termos alegria e descanso no Senhor.
CONCLUSÃO
Em muitos aspectos, Jó é um exemplo para nós:
• Ele não abandonou Deus, mesmo diante de tanta dor.
• Ele não desistiu de buscar o Senhor, mesmo diante da aparente demora do Senhor em responder.
Em alguns aspectos, Jó aponta para Jesus:
• Como aquele que depois de humilhado será exaltado.
• Como o sofredor inocente que é vindicado—reconhecido com um adorador verdadeiro.
Mas em um aspecto muito importante, Jó é diferente de Jesus.
Em nosso sofrimento, quando o tanque do nosso coração é sacudido, a terra do pecado que estava no fundo sobe e nós precisamos da obra do Espírito para nos purificar—para retirar os resquícios de pecados que restam em nós. É o que Jó precisa.
Mas Jesus, no sofrimento dele, não precisou de nenhuma purificação. O tanque do coração de Jesus foi sacudido com mais força do que o coração de Jó e qualquer outro ser humano na história.
Até a terra tremeu de tão forte que foi a sacudida que Deus submeteu Jesus na cruz. Mas mesmo ali, na cruz, na maior provação que um homem já passou, tendo seu coração sacudido com toda a força da mão de Deus, a única coisa que nós vemos no coração de Jesus é pureza. Pureza, pureza, pureza.
Não existe nenhuma camada da terra do pecado no fundo. Jesus é completamente cheio da santidade de Deus.
• Por causa dele, nós podemos ser salvos da nossa arrogância e zombaria.
• Por causa dele, nossas orações são ouvidas.
• Por causa dele, nós somos perdoados e purificados.
• Por causa do sofrimento dele, um dia nós nunca mais sofreremos.
• Por causa da morte dele, nós viveremos com ele, o Rei da Glória, em um mundo de perfeita justiça e amor.
Que o Espírito Santo nos aquiete, nos acalme, nos conforte e nos cure porque ele é Deus. Ele é perfeitamente qualificado para o trono.
Igreja Batista Jardim Minesota
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